segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capítulo 8

FUTURO  BRILHANTE

         “DIAMANTINA: uma das mais tradicionais cidades do Brasil, cujo nome primitivo foi o famoso Tijuco, da História do Brasil. Várias serras, pertencentes à Cadeia do Espinhaço, atravessam a sua região, em cujo seio são encontradas as mais ricas jazidas de minérios, de diversas qualidades.”
         (“Minas e Minérios no Brasil”, Tanus Jorge Bastani, Livraria Freitas Bastos S.A., Rio de Janeiro-São Paulo, 1957, página 164.)

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         “DIAMANTE (Simb). Em todas as culturas é um símbolo benéfico, representando a limpidez, a luminosidade e a resistência. No budismo tântrico é o símbolo da invisível potência espiritual, equivalente ao termo tibetano Dordje (a rainha das pedras). Em Zen, exprime a ideia da iluminação, sendo a natureza própria de Buda. O trono de Buda, pela sua imutabilidade e polarização, é um trono de diamante.”
         (“Crenças, Seitas e Símbolos Religiosos”, Dr. Hugo Schlesinger e Pe. Humberto Porto, Edições Paulinas, São Paulo, 1983, página 128.)

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         “Ainda não me é lícito chegar a este tesouro, mas a hora em que isto me for permitido não está longe.”
         (“Jacob Frank – O Messias da Sarjeta”, Alfredo Gartenberg, Tip Editora Ltda., Rio de Janeiro, sem data, página 156.)

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         “A viagem da família Gattai começara, em realidade, dois anos antes de embarcarem no ‘Città di Roma’, em Gênova. Meu avô tivera a oportunidade de ler um livreto intitulado: ‘I Comune in Riva al Mare’, escrito por um certo Dr. Giovanni Rossi – que assinava com o pseudônimo de Cárdias -, misto de cientista, botânico e músico. No folheto que tanto fascinara meu avô, Cárdias idealizava a fundação de uma ‘Colônia Socialista Experimental’, num país da América Latina – não especificava qual -, uma sociedade sem leis, sem religião, sem propriedade privada, onde a família fosse constituída de forma mais humana, assegurando às mulheres os mesmos direitos civis e políticos que aos homens.
         Cárdias ainda ia mais adiante: nas últimas páginas de seu estudo, de seu plano, fazia um apelo às pessoas que estivessem de acordo com suas teorias e quisessem acompanhá-lo a qualquer parte da Terra, por mais distante, desde que pudessem levar à prática todas as experiências e as idéias contidas no livro, para se apresentarem.
         Por fim, Francisco Arnaldo Gattai encontrava alguém com dinamismo e inteligência, disposto a tornar realidade um sonho, seu e de outros camaradas, também discípulos dos ensinamentos de Bakunin e Kropotkin, à procura de um ‘caminho novo para a humanidade faminta, esfarrapada, ensanguentada, talvez esquecida de Deus’.”
         (Página 151.)
         “Impressionado com o apelo das últimas páginas do livro, convocando voluntários para a experiência e dando seu nome completo e endereço, Pedro II não teve dúvidas, mandou que respondessem à sua carta: felicitava-o por seu trabalho e oferecia-lhe a terra solicitada para a colônia experimental.
         Estabeleceu-se, então, uma correspondência entre o jovem idealista e o Imperador. Depois de várias démarches, Cárdias recebeu de D. Pedro II a posse de 300 alqueires de terras, incultas e desertas, num local entre Palmeira e Santa Bárbara, no Paraná, e, ainda, a promessa de ajuda e apoio para o empreendimento.
         Tudo acertado, a doação das terras já feita, Cárdias botou mãos à obra dando início ao recrutamento dos voluntários, através dos jornais e em reuniões públicas. Frisava bem que aquela era uma aventura somente para idealistas endurecidos na luta, dispostos a realizar uma grande experiência social, sem medir sacrifícios.
         Os candidatos foram surgindo e seu número aumentou rapidamente.”
         (Página 153.)
         (“Anarquistas, graças a Deus”, Zélia Gattai, Editora Record, Rio de Janeiro, 2001, 33ª edição.)

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         Vejamos agora alguns aspectos práticos importantes. Os aluguéis das CASAS em Bocaiúva e Belo Horizonte, a compra do SÍTIO no distrito de Olhos D’Água, e, principalmente, a construção da COLÔNIA na serra, acarretarão enorme gasto financeiro. A COLÔNIA é economicamente cara, pelo fato de se localizar em lugar remoto, de difícil acesso e de topografia montanhosa, com cota altímetra mínima da ordem de mil metros em relação ao nível do mar. Neste local não deve haver rios caudalosos, interesses econômicos regionais, florestas de porte, e nem rochedos isolados de grandes proporções. O terreno, no seu todo, deverá estar naturalmente protegido, do ponto de vista visual, de eventuais estradas vicinais, casas de fazendas e povoados. O acesso deverá ser exclusivo. A existência de fonte perene de água e de lençol freático acessível constitui elementos vitais.
         O leitor deve ter notado que ainda não falamos em DINHEIRO. Para não dar margens a dúvidas e suspeitas, resolvemos não pedir qualquer ajuda financeira aos indivíduos que tiverem acesso a este texto. Não tencionamos incomodar as pessoas com tal pedido. Mesmo porque, as despesas serão altíssimas, e não cremos que tal forma de arrecadação vá suprir as necessidades de tão abrangente empresa. Como já dissemos, não teremos registro em cartório, nem constituiremos sociedade civil, com diretoria e ata, por uma questão de princípios, para efeito de simplificação e por economia de tempo. Caso, por exemplo, alguém queira nos fazer uma doação, a qual só possa ser efetuada através de uma ONG ou Associação legalizada, poderá usar uma entidade próxima a nós, e esta se encarregará de nos repassar a referida doação. Portanto, não teremos as comuns modalidades de associados, cada qual contribuindo com mensalidades. Se, mesmo assim, alguma pessoa física ou jurídica desejar nos ofertar uma quantia em dinheiro, certamente não será recusada: mas, tal gesto será absolutamente espontâneo, não induzido por nós.
         Como é, então, que pretendemos captar os recursos econômicos, que serão altos?!... Inicialmente, daremos a conhecer o texto intitulado “Os Tesouros”, e este texto, “Os Colonos”, a várias pessoas amigas e conhecidas em Juiz de Fora/MG, convidando-as a participarem do projeto de construção da COLÔNIA. Selecionaremos um grupo de indivíduos dispostos a trabalhar pela Ideia, e alugaremos uma CASA nesta cidade, que servirá como escritório e depósito, além de ponto de encontro, onde discutiremos os inúmeros aspectos da COLÔNIA, efetuando pesquisas preliminares, cada qual contribuindo como puder para o crescimento, amadurecimento e concretização do plano. Colocaremos este e outros textos de nossa autoria na INTERNET, para que possam ser lidos no Brasil inteiro, divulgando amplamente a nossa Causa. Faremos um fichário com os nomes de todos os que se unirem a nós, de Norte a Sul deste imenso país.
         Mas, e o DINHEIRO?!... Temos duas opções. Falemos da primeira. Como foi visto no texto “Os Tesouros”, a “Ana” disse, através da “Mara”, que NÓS é que acharíamos os diamantes do “Sebastião”. Futuramente, quando as condições se mostrarem favoráveis, organizaremos uma expedição ao “Sítio Aurora”, e seremos acompanhados, além do “Mauro”, dono da propriedade, por alguns amigos e amigas de nossa confiança, totalizando umas sete pessoas aproximadamente. E subiremos todos a serra, até a “Mata do Sebastião”. Lá, chamaremos pelo chefe do quilombo, explicaremos a ele o projeto da COLÔNIA, e lhe pediremos que nos passe os diamantes que puder nos ofertar, garantindo-lhe que tal riqueza será usada EXCLUSIVAMENTE em nosso objetivo humanitário, e não para satisfazer o “euzinho particular” de ninguém, mesmo o nosso. Lá em cima, não se poderá portar nenhum tipo de arma. Acreditamos que o “Sebastião” será autorizado pelo Plano Espiritual a nos legar, em confiança, pelo menos algumas pedras, que seja a título de teste, a ver se seremos realmente fiéis ao nosso intento desinteressado. Se não puder fornecer os diamantes, então que nos indique um veio. De posse deles, desceremos a serra e voltaremos imediatamente a Juiz de Fora. Trataremos de vendê-los o mais rápido possível. O dinheiro, por segurança e para evitar problemas desnecessários, ficará UNICAMENTE EM NOSSAS MÃOS. (Daremos ao “Mauro” dez por cento da quantia que for arrecadada.) Nós, particularmente, pretendemos continuar possuindo documentação civil, cumprindo com o dever político do voto, pagando impostos, tendo conta bancária, etc. Sabemos que isto será por pouco tempo.
         Quanto à segunda opção, desde que o “contato” com o “Sebastião” tenha se mostrado infrutífero, o recurso será o garimpo. Selecionaremos alguns amigos de inteira confiança e nos dirigiremos ao Norte de Minas, seja no “Sítio Aurora”, seja em Olhos D’Água, ou um lugar qualquer. Lá, contrataremos os serviços, em regime de diária, de dois mateiros e garimpeiros que conheçam bem a região. E cairemos no mato à caça de diamantes. Desta vez, teremos de perder o medo. Toda aquela terra é rica em veios diamantíferos ainda virgens. O pessoal de lá não explora as suas potencialidades porque não dispõe de dinheiro para longas permanências nas serras. E os Mestres, vendo em nós a ausência de egoísmo e a pureza de propósito, farão com que as pedras surjam ante nossos olhos, dando-nos as condições necessárias ao cometimento deste projeto. Portanto, por estas duas opções, o financiamento da COLÔNIA virá do próprio local em que será construída.
         Entretanto, pode ser que os Deuses tenham outros desígnios em vista, outras maneiras de nos capacitar com suas Dádivas. Nutrimos a esperança de que a Alta Espiritualidade nos suprirá de tudo o que for preciso. E caso não se torne possível a construção da COLÔNIA, pelo menos o SÍTIO em Olhos D’Água deveríamos possuir. E mesmo que nos seja vedada a posse deste SÍTIO, o mais importante será a nossa disposição de trabalhar em prol dos necessitados. Em todo caso, há o “Sítio Aurora”, do “Mauro”, o qual poderá ser usado com o objetivo expresso neste texto, dado que se trata de um amigo cujo Coração é sensível e magnânimo, e desde que a sua localização não é muito distante de Olhos D’Água.

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         Os leitores que se interessarem em participar da construção da COLÔNIA, devem remeter as suas correspondências (convencionais e/ou eletrônicas) para os endereços constantes no Anexo 3, no fim deste texto. Assumimos o compromisso de responder a todos os que nos escreverem.
         Sugerimos aos que se dispuserem a se comunicar conosco, que forneçam as seguintes informações básicas, nesta ordem:
A.   Nome completo; data e local de nascimento; endereço e telefone; e-mail, se tiver.
B.   Qualificações profissionais. Ofícios que sabe exercer, técnicas que domina. Atividades diletantes, hobby.
C.   Nível de escolaridade. Cursos técnicos e superiores em que é formado. Outros cursos feitos.
D.   Religião em que foi educado. Opção religiosa atual. Outras crenças particulares.
E.    Grau de conhecimento que possui nas áreas espiritualista, esotérica, alternativa, naturalista, ufológica e de contracultura.
F.    Estado civil. Se é casado, a família também pode se compromissar com o projeto? Em caso afirmativo, fornecer os nomes e as datas natalícias do cônjuge e dos filhos. Os indivíduos adultos devem igualmente responder a estes quesitos básicos.
G.   Capacidade de arregimentação de novos interessados, de divulgação da idéia, de promoção do projeto. Poder de influência familiar, profissional e social.
H.   Estágio em que se encontra de comprometimento com o mundo; de apego e de desilusão com o mesmo. Os entraves e obstáculos que o impedem de ser livre. Grau de interesse em nosso empreendimento.
I.       Disponibilidade de tempo e de trabalho. Em que pode ajudar, a curto, médio e longo prazo? Gostaria de morar na COLÔNIA?
J.      Objetos materiais que pode doar, seja o que for. Contribuições espontâneas possíveis, em todos os níveis. Bens móveis e imóveis.
K.   Livros, revistas, jornais, boletins, monografias, vídeos, fitas K7, CDs, que sejam importantes para a edificação da COLÔNIA no aspecto utilitário e alternativo, que possam ser doados. E quaisquer outros tipos de materiais impressos, sobre temas diversos, como coleções, biblioteca, etc. O que for significativo, mas não puder ser cedido gratuitamente, poderá nos ser emprestado para fazer cópias: será depois devolvido.
L.    Formular opiniões próprias, idéias, sugestões e críticas sobre o projeto.
M. Esclarecimentos que precisa obter. Perguntas que deseja fazer.
N.   Outras considerações adicionais.
         Pedimos aos leitores que responderem a estes itens, que obedeçam à ordem alfabética das letras, de “A” a “N”, especificando-as uma a uma, antes das respectivas respostas. Seria muito bom se nos enviassem as suas fotografias, para as anexar em nosso arquivo. Podem se associar a este trabalho todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país. O correto e completo preenchimento das questões acima solicitadas, indicará em geral um caráter nobre, personalidade amadurecida e interesse real. Falta de zelo, informações incompletas e contestações descabidas sobre a forma e a natureza do projeto, geralmente partem de pessoas cujo interesse precisaria ser colocado à prova, por outros meios. Precisaremos de gente capaz e madura, que possua um mínimo de espírito comunitário e de visão social, cujo desejo de transformação seja o mais sério possível. Aceitaremos qualquer indivíduo, seja qual for a sua raça ou posição social, desde que demonstre suficiente amadurecimento pessoal e uma firme disposição de se engajar na construção de um novo modelo de vida. Não discriminaremos ninguém, salvo aqueles que não se mostrarem dignos. Os extremamente apegados às crenças do cristianismo, os fanatizados por seus dogmas, muito dificilmente poderão se aliar a nós. A menos que aceitem passar por uma “desprogramação”, algo difícil de ocorrer, mas que se revelaria meritório, demonstrando uma mente ainda aberta. A estes excluídos, as nossas desculpas. Temos de ser firmes quanto a isto. Na COLÔNIA não haverá nenhuma igreja cristã: a presença de crentes obcecados por suas “verdades” só causaria conflitos. E atritos é tudo o que desejamos evitar.
         Valorizaremos o intercâmbio com entidades, associações, grupos e ONGs de caráter filantrópico, social, ecológico, alternativo, esotérico, ufológico e espiritualista. Priorizaremos a comunicação com as inúmeras comunidades rurais espalhadas país afora. Gostaríamos que a nossa ideia chegasse ao maior número possível de pessoas. Pedimos àqueles que se sentirem tocados por nossas palavras, que divulguem este trabalho. Não se acanhem de nos escrever. Os que não gostarem, ou não aprovarem o seu teor, podem nos criticar à vontade, dentro dos limites do bom senso e da civilidade, pois tais críticas poderão nos ser úteis. Esperamos poder sensibilizar muita gente, pois sabemos que praticamente todos estamos cansados de apenas sobreviver nesta sociedade repleta de erros e ilusões, ansiando por outro tipo de Vida, mais puro e autêntico.
         SEJAM BEM-VINDOS!!!...

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