segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capítulo 2

SEM  FUTURO

         “ – Será uma tormenta, meu filho, como jamais o mundo viu outra igual. Não haverá segurança pelas armas, nem auxílio dos poderosos, nem resposta de ciência. Rugirá até que todas as flores da cultura tenham sido espezinhadas e todas as coisas humanas se nivelem num vasto caos.”
         (“Horizonte Perdido”, James Hilton, Abril Cultural, São Paulo, 1980, páginas 210 e 211.)

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         “...sinto que estamos destruindo nosso mundo e que não poderemos mais nos salvar. Nós poluímos nosso planeta e todas as criaturas que vivem nele. Juro por Deus, nós estamos nos destruindo uns aos outros. Acho que nós já passamos dos limites de tempo e de espaço e que agora não é mais uma questão de ‘se’ mas de ‘quando’ tudo vai acabar. E, do modo como estamos nos comportando, acho que Deus deve andar muito impaciente.”
         (“QB VII”, Leon Uris, Editora Record, Rio de Janeiro, s.d., página 390.)

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         “ ‘ – Dou dez anos às condições atuais – disse-me ele, depois de ter catalogado os horrores do mundo moderno. – Depois disso virá o caos mais espantoso e mais sangrento que já se viu.
         ‘E profetizou guerras de classes, guerras de continentes, o estraçalhamento catastrófico de nossa sociedade já terrivelmente instável.”
         (“Contraponto”, Aldous Huxley, Círculo do Livro S.A., São Paulo, 1973, página 361.)

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         A revista “Carta Capital”, da Editora Confiança Ltda., São Paulo, cujo Diretor de Redação é o jornalista Mino Carta, na sua edição de 3 de março de 2004, ano X, nº 280, páginas 46 a 53, publicou dois artigos: “O Apocalipse Está Aí”, por Mark Townsend e Paul Harris, em Nova York, páginas 46 a 49; e “Silêncio de Ensurdecer”, por Antônio Luiz M. C. Costa, páginas 50 a 53. Trata-se de uma matéria que a revista britânica The Observer publicou no domingo, 22 de fevereiro de 2004, sobre um relatório secreto dos militares norte-americanos. Por seu caráter extremamente alarmante, e por vir de uma fonte altamente conservadora, resolvemos passar ao leitor alguns trechos:

         “...grandes cidades européias ficarão submergidas pelos mares, enquanto a Grã-Bretanha terá um clima ‘siberiano’ até 2020. Conflitos nucleares, grandes secas, fome e tumultos generalizados acontecerão ao redor do mundo.
         O documento prevê que uma mudança abrupta no clima poderia levar o planeta à beira da anarquia, enquanto países desenvolveriam armas nucleares para defender e assegurar alimentos escassos, água e estoques de energia. A ameaça à estabilidade global é muito maior do que a do terrorismo, dizem os poucos especialistas que conhecem seu conteúdo.”
         (Página 46.)
         “Até 2020, faltas catastróficas de água e de energia vão se tornar cada vez mais difíceis de superar e causarão guerras ao redor do mundo.” (Página 48.)
         “PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO PENTÁGONO
·          As guerras futuras serão travadas por sobrevivência e não por religião, ideologia ou honra nacional.
·          Até 2007, chuvas torrenciais destruirão barreiras costeiras e tornarão grande parte da Holanda inabitável. Cidades como Haia serão abandonadas. Na Califórnia, barreiras do rio Sacramento serão rompidas, interrompendo o sistema de aquedutos que leva a água do norte ao sul.
·          Mortes por guerra e fome chegarão aos milhões até a população do planeta ser reduzida a um nível sustentável.
·          Rebeliões e conflitos internos esfacelarão a Índia, a África do Sul e a Indonésia.
·          O acesso à água se tornará um campo de batalha. O Nilo, o Danúbio e o Amazonas são mencionados como sendo de alto risco.
·          Uma ‘redução significativa’ na capacidade do planeta sustentar sua população atual ficará evidente nos próximos 20 anos.
·          Áreas ricas como os EUA e a Europa se transformariam em ‘fortalezas virtuais’ para impedir a chegada de migrantes provenientes de áreas inundadas pela elevação do nível do mar ou nas quais a agricultura tornou-se inviável. Ondas de barcos de imigrantes se tornarão um problema significativo.
·          A proliferação de armas nucleares será inevitável. O Japão, a Coréia do Sul e a Alemanha desenvolverão capacidades nucleares, como também o Irã, o Egito e a Coréia do Norte. Israel, China, Índia e Paquistão se inclinarão a usar suas armas nucleares.
·          Até 2010, nos EUA e na Europa, haverá um aumento de 33% nos dias com temperaturas acima de 32º. O clima começará a perturbar a economia à medida que chuvas, secas e ondas de calor tragam o caos à agricultura.
·          Mais de 400 milhões de pessoas em regiões subtropicais estarão em grave risco.
·          A Europa enfrentará enormes conflitos internos ao lidar com as massas de migrantes que desembarcarão em sua costa. Imigrantes da Escandinávia procurarão climas mais quentes ao sul, e o sul da Europa será invadido por refugiados de países duramente atingidos na África.
·          Megassecas afetarão os celeiros do mundo, incluindo o Meio-Oeste norte-americano, onde fortes ventos provocarão erosão do solo.
·          A enorme população chinesa e sua demanda por alimentos a farão particularmente vulnerável. Bangladesh se tornará quase inabitável devido à elevação do nível do mar, que contaminará seus suprimentos de água doce.”
         (Página 48.)
         “ ‘Para algumas nações, as conseqüências da mudança climática são inacreditáveis. Parece óbvio que vale a pena cortar o uso de combustíveis fósseis.’ ” (Página 49.)
         “Que o mundo está a caminho de virar um inferno em razão das mudanças climáticas, há muito tempo deixou de ser novidade...” (Página 50.)
         “O estudo do Pentágono trabalhou com a possibilidade bem real de estarmos muito perto de um limiar crítico a partir do qual o clima pode virar repentinamente, em menos de uma década...” (Página 50.)
         “A hipótese de trabalho – que deve ser entendida como um cenário plausível, não como uma projeção – é que essa virada aconteceria entre 2010 e 2020. Seria resultado do derretimento, já visível, das geleiras do Ártico.” (Página 50.)
         “Aliás, de acordo com o cenário do Pentágono, os países mais pobres e menos responsáveis pelas emissões de gás carbônico serão os primeiros e mais duramente atingidos pela vingança cega da natureza.” (Página 52.)
         “...essas conseqüências talvez nem sejam tão graduais. Talvez se tornem drásticas, óbvias e praticamente irreversíveis já nesta década, ou na próxima.” (Página 52.)
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         Um quadro ASSUSTADOR!!!... Em se tratando de uma fonte tão conservadora, pode-se desconfiar que a situação é bem mais grave do que a apresentada neste relatório.
         A crise mundial, como já falamos, é estrutural, e parece não haver nenhuma saída no fim deste tenebroso túnel. Muitos dos indivíduos que criam esta desordem sabem que não há qualquer saída. Alguns consideram que não se deve se apegar a este processo apocalíptico de fim de ciclo, mas, sim, tratar de construir um mundo novo, o que já seria uma ação positiva. Isto é muito bonito, porém, seria uma solução? Uma comunidade rural espiritualista no interior do Brasil, um cidadão europeu que resolve andar menos de automóvel, um cientista russo que pesquisa a existência da alma, um grupo qualquer a promover o assistencialismo, nenhum deles pode mudar o mundo NA SUA ESTRUTURA, NA SUA BASE, NAS SUAS ENTRANHAS. São esparsas melhorias aqui e acolá, muito louváveis, mas que conseguem apenas alfinetar o grande dragão, que continua impassível ante tão ridícula investida. Não é criando uma nova ordem saudável na mente de alguns e em comunidades e grupos pequenos, que sempre ficam À MARGEM do sistema, que se conseguirá modificar substancialmente o planeta. E isto é algo urgente-urgentíssimo!... Pois, se demorar muito... adeus!... São as chamadas opções alternativas. E o “SISTEMÃO” continua o mesmo para a esmagadora maioria.
         É certo que agora existem inúmeras Organizações Não-Governamentais, as ONGs, dedicadas a causas ecológicas, indigenistas, pacifistas, sociais, etc. É fato que constituíram-se movimentos internacionais como o de artistas e figuras de proa da sociedade, pressionando pelo cancelamento das dívidas externas dos países pobres. Podem ser até muito fortes, mas, mesmo assim, não ferem o monstro nem de leve. O que desejamos enfatizar é que, até hoje, nenhuma ação foi efetivada a nível ESTRUTURAL. Gostariam de uma boa estocada, capaz de realmente atingir a fera?!... Basta todos os cidadãos pararem de pagar impostos e/ou de consumir. Dirão que isto é impossível. Correto. E o que é possível?... Alguém disse que “tudo o que se faz no mundo hoje é para colocar uma coisa no mercado; ninguém quer resolver nada”. Não pretendemos passar por pessimistas, mas os poderosos NÃO IRÃO ABRIR MÃO DO DOMÍNIO QUE POSSUEM, de jeito nenhum!... A estrutura de poder (negro) montada neste mundo (de trevas) é sumamente complexa (obscura). Não é o Baby Bush quem manda! É um mero fantoche. O verdadeiro núcleo de decisões está oculto, e ninguém sabe quem são eles, exceto uns poucos. E são vários, os reais dirigentes, aqueles que irão destruir a Terra em minutos ou em anos, rápida ou lentamente, tanto faz, já que iremos todos morrer mesmo!... Quem são eles? Ninguém sabe. E se acaso ocorre o milagre de um deles resolver ficar meio “bonzinho”, os outros o eliminam friamente. Como será possível a transformação de todos eles? Não basta apenas um, ou dez; tem de ser no mínimo a maioria. Impossível!... (Estamos no coração do dragão.) Não queremos ser derrotistas, mas realistas. Certo tipo de esperança pode ser altamente destrutiva. A evidência está a nos dizer que os detentores do poder, com os seus múltiplos organismos de atuação e os seus inúmeros interesses, são parte de um todo monstruoso demais para ser abatido!... E querem saber?!... É do inteiro interesse da Loja Negra que surjam muitas ONGs e entidades CIVIS dedicadas à “melhoria” da qualidade de vida, numa iniciativa romântica, quixotesca, inocente e rocambolesca, acreditando os seus integrantes que estão a “modificar” a sociedade... Assim, tais elementos deixam de fazer a coisa mais importante de todas: PRESSIONAR DIRETAMENTE OS DONOS DO PODER PÚBLICO E PRIVADO, EXIGINDO AS MUDANÇAS INADIÁVEIS QUE SE FAZEM NECESSÁRIAS!!!... Realmente, não há luz no fim do túnel...

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         A edição especial da revista “Caros Amigos”, nº 23, de abril de 2005, da Editora Casa Amarela Ltda., São Paulo, intitulada “Terra em Transe”, traz escrito na capa:
         “AS PREVISÕES DOS CIENTISTAS SE NADA FOR FEITO: AUMENTARÁ O AQUECIMENTO GLOBAL – UMA EM CADA QUATRO PESSOAS PODERÁ FICAR SEM ÁGUA – O NÍVEL DO MAR AMEAÇARÁ ILHAS E CIDADES LITORÂNEAS – O PROTOCOLO DE QUIOTO NÃO VAI RESOLVER.
         AINDA HÁ TEMPO DE SALVAR O MUNDO? PARA OS MÍSTICOS, 2012 É O ANO-CHAVE.”
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         No artigo “O Apocalipse Está Próximo?”, por Renato Pompeu, lemos:
         “...o que eufemisticamente se chama de ‘mudança climática’.”
         Na realidade, é a “catástrofe climática” provocada pelo homem.
         “As geleiras, que já se sabia estarem derretendo desde o monte Kilimanjaro, na África, até o monte Everest, na Ásia, estão derretendo também na Antártida, o que, segundo o Instituto Britânico de Pesquisa na Antártida, levará as águas dos oceanos e dos mares a subirem mais de 3 metros, engolindo grande parte de países como Bangladesh – e mesmo o sul da Inglaterra.”
         Falou-se de Bangladesh no artigo da revista “Carta Capital”.
         “O jornalista americano Tom Engelhardt assinala que, ironicamente, os povos que já estão sofrendo mais com o aquecimento global são os menos responsáveis pelo fenômeno, enquanto os grandes queimadores de combustíveis fósseis – os americanos, os europeus e os japoneses (e futuramente os chineses e os indianos, além de nós, brasileiros) – praticamente não sentem os seus efeitos, pelo menos conscientemente. Engelhardt anota que as recentes catástrofes tão alardeadas pela mídia global – os múltiplos furacões na Flórida, a seca no sudoeste americano, os infernais verões europeus, o primeiro furacão na história do Brasil, a maior tempestade dos últimos cem anos na Costa Leste do Canadá – não são vinculadas, por essa mesma mídia, ao aquecimento global, embora, na sua opinião, esteja cientificamente provado que a desproporção dessas catástrofes está ligada à intensificação do efeito estufa.”
         “Em apenas dez anos, ou mesmo menos, indica o seu relatório, pode ser alcançado o ponto de não-retorno do aquecimento global...”
         “...na mídia global (em que a intensificação do efeito estufa é apresentada como ficção científica de ‘dinossauros’ anticapitalistas) ...”
         Aí está a defesa do LUCRO FINANCEIRO A QUALQUER CUSTO!!!... Não importa que TODO O PLANETA SE FODA!!!... E nós com ele!... O que interessa é a  RIQUEZA que se ACUMULA!!!...
         “A Nature calcula que, de hoje até 2050, mais de 1 milhão de espécies estarão extintas, por causa do aquecimento global.”
         Isto não é NADA!... O dinheiro é TUDO!!!...
         “A única solução, dizem os mais céticos, será explorar outros planetas. Ou seja, está chegando a hora em que a Terra já deu o que teria de dar e o planeta poderia dizer: ‘Depois de mim, a catástrofe’.”
         Caso isto ocorresse, não há dúvida nenhuma de que também iríamos destruí-los. Um após o outro.  Sem parar. Ficaríamos sendo conhecidos, no Universo, como OS DESTRUIDORES DE PLANETAS!!!... Uma bela fama!...
         “Em janeiro último, em Paris, foi realizada a Conferência Internacional sobre Biodiversidade, Ciência e Governabilidade, com o consenso, entre os 1.200 cientistas presentes, de que até 2010 podem desaparecer em todo o mundo 16.000 espécies animais e 60.000 espécies vegetais. A cada dois anos, mais 6.000 espécies são ameaçadas de extinção. Já desapareceram 45 por cento das florestas e 10 por cento dos corais. A cada seis horas desaparece no mundo uma área florestal do tamanho de Paris, com suas plantas e animais. Paris foi protegida da destruição na Segunda Guerra Mundial, mas parece que não há ninguém capaz de salvar o mundo do Apocalipse que estaria se aproximando.”
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         No artigo “O Que o Aquecimento Pode Causar?”, por Marina Amaral, lemos:
         “Pelo Protocolo de Quioto, os países desenvolvidos se comprometeram a reduzir 5 por cento de suas emissões, tendo 1990 como ano de referência, e os cientistas que estudam o clima sabem que isso é muito pouco, que as emissões de gases-estufa teriam de ser reduzidas em pelo menos 60 por cento para evitar a elevação de temperatura prevista para o planeta.”
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         No artigo “Ambientalistas Sem Rumo”, por Débora Pivotto, lemos:
         “Schellenberger e Nordhaus (ambientalistas norte-americanos) alegam que quase todos os vinte líderes ambientais (dos EUA) entrevistados reconhecem que, para resolver o problema do aquecimento global, seria necessária uma profunda transformação na economia mundial e no modo de vida das pessoas. No entanto, nenhuma das campanhas ambientalistas americanas propõe soluções condizentes com o tamanho da crise.”
         Os EUA, de Bush, se negaram a entrar no Protocolo de Kyoto: não querem parar com o modelo tecnológico-capitalista que destrói a natureza e enche os bolsos de dólares. Morrerão muito ricos. Enterro de primeira.
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         No artigo “Por Dentro de Quioto”, lemos:
         “Temos que tomar decisões em favor da humanidade que está habitando o planeta hoje. O século 21 é crítico, o que fizermos neste século decidirá se a floresta amazônica será extinta ou não, se as piores conseqüências do efeito estufa acontecerão ou não.”
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         No artigo “Tsunami de Consciência”, por Cristovam Buarque, (engenheiro mecânico, professor da UnB e senador da República), lemos:
         “Ficamos tristes e chocados com os efeitos de um tsunami, mas caminhamos para provocar outro muito pior com nossas próprias mãos. Depois do 11 de setembro, que matou 2.000 pessoas, o mundo mudou para se proteger dos terroristas; quando em 26 de dezembro morreram 200.000 pessoas, o mundo se sentiu solidário. Mas nada fazemos para impedir a maior de todas as tragédias: o fim do equilíbrio ecológico.
         Falta-nos um tsunami de consciência, que nos desperte para o risco provocado pela estupidez humana, que acredita ser um sinal de desenvolvimento o crescimento da produção que destrói o planeta. Talvez porque tenhamos perdido não só o instinto, como o que salvou os animais no Sri Lanka, mas também a capacidade de prever os resultados de nossas próprias ações.”
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         No artigo “Para os Místicos, 2012 é o Ano-Chave”, por Renato Pompeu, lemos:
         “Particularmente, 2012 é o ano em que se encerra a vigência do Protocolo de Quioto, nada estando previsto para o combate à poluição a partir de então. O Protocolo prevê para até 2012 a redução de 5,2 por cento, em comparação com os níveis de 1990, da emissão por dezenas de países industrializados de gases poluentes que provocam o aquecimento global. Depois, nada está previsto, embora os cientistas, em sua maioria, julguem que seria necessária uma redução de 60 a 80 por cento até 2050. Aliás, a União Européia já avisou que não adotará nenhuma redução da emissão de poluentes depois de 2012 enquanto os Estados Unidos não participarem do processo. Assim, talvez os místicos tenham razão ao apontar 2012 como ano-chave.”
         Um comportamento tipicamente infantil: se eles não aderirem, nós também não iremos aderir. Que gracinha!... Tão bonitinho!... Teteia!!!...
         “Para alguns cientistas, como os debatedores de uma mesa da última reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em fins de fevereiro, o Apocalipse já chegou, na pessoa de um messias ao contrário, o presidente George Bush.”
         Antimessias... Anticristo... Nada disto. Apenas um factótum dos magnatas judeus-wasps-ianques...
         “Para muita gente, as catástrofes, como o tsunami no Índico, são indícios de que o ‘fim’ se aproxima, daí ser extraordinário que, para místicos e para ambientalistas, uns baseados em visões proféticas, outros baseados em cálculos científicos, o ano de 2012 – faltam só sete anos – seja tão crucial.”
         “Logo antes do tsunami, a Unesco, por pressão americana, havia decidido fechar sua divisão de ciências geológicas, para cortar custos com ‘inutilidades’ que não dão lucro. Os sinais estão aí e o pior cego é o que não quer ver.”
         O LUCRO FINANCEIRO está acima de ABSOLUTAMENTE TUDO, para as crias do JUDAÍSMO-PROTESTANTISMO... Até da MORTE PLANETÁRIA... A NOSSA MORTE...
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         No artigo “Religião e Meio Ambiente”, por Thiago Domenici, lemos:
         “Perguntado sobre o assunto, o teólogo Leonardo Boff afirmou a Caros Amigos que a relação da religião cristã com o meio ambiente é ambígua: ‘Por um lado, ela é cúmplice da atual crise ecológica. Historicamente, sempre teve grande importância na formação de valores e no despertar da consciência. Foi a que mais difundiu o antropocentrismo, que é, em termos ecológicos, devastador. Interpretou textos bíblicos num sentido literalista, especialmente o que está no Gênesis que diz: ‘Subjugai a Terra, dominai sobre tudo o que vive e se move sobre a Terra’. Viu toda a criação orientada para o ser humano feito centro do universo. Com isso justificou práticas que, no intento de se assenhorear da terra, significaram uma depredação da natureza. ...’ ”
         “Já o professor Lynn White, da Universidade da Califórnia, escreveu em seu livro As Rotas Históricas de Nossa Crise Ecológica que o mundo ocidental, apoiado na cultura judaico-cristã, concebe o planeta como algo criado apenas para benefício dos seres humanos, e, assim, os separa da natureza. Agora, religiões como o budismo, o hinduísmo e as próprias religiões afro-brasileiras vêem o ser humano como parte do meio ambiente.”
         “Outra religião, o Islã, tem uma visão integral da matéria e do espírito, já que o universo é a criação de Deus. O xeque Ali Abdouni, representante da Comunidade Islâmica no Brasil e presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica-América Latina, declarou que é próxima a relação do Islã com o meio ambiente, pois ‘vários mandamentos obrigam o muçulmano a preservar a natureza e o universo no qual vive’. No alcorão o profeta Mohamad diz: ‘Se o mundo estiver acabando e tiver na mão de algum de vocês uma semente, então que a plante’. Para Abdouni, mesmo que seja retórico, é importante falar do assunto: ‘Quem sabe um dia alguém se compromete de fato com a causa, pois, se todos se calarem, estaremos cometendo um erro maior. O profeta Mohamad nos ensina que a preservação da natureza e do meio ambiente é essencial, inclusive nos tempos de guerra, já que a religião islâmica proíbe a destruição de plantações, de árvores e matança de animais’.”
          Na Idade Média, se ao invés de guerreiros católicos, os mouros tivessem que enfrentar guerreiros protestantes, hoje toda a Europa e a América seriam muçulmanas. O mundo estaria completamente diferente. Para melhor, é claro!...
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         No artigo “O Milênio Que Não Veio”, por Thiago Domenici, lemos:
         “E Mário da Silva Brito escreveu: ‘Você já pensou que o destino da humanidade pode estar na dependência de uma dose a mais de uísque no bucho de um piloto atômico norte-americano ou de vodca no do russo encarregado de disparar foguetes balísticos intercontinentais?’ ”
         Parece-nos que foi o ex-presidente Clinton que, numa reunião de cúpula na Europa, esqueceu numa mesa a maleta que aciona os mísseis nucleares, em caso de guerra. Um assessor pegou o objeto e lhe entregou. Deus do Céu!!!...

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         No boletim “Pensamento Ecológico”, nº 13, de julho-agosto de 1981, do Movimento Arte e Pensamento Ecológico, São Paulo, temos o artigo “Raízes Históricas da Nossa Crise Ecológica”, de Lynn White Jr., (citado acima), tradução e nota de Roberto A. Dantes, páginas 7 a 22. (“Este artigo foi publicado na revista ‘SCIENCE’, em 10 de março de 1967, Volume 155, número 3767. O autor é professor de História da Universidade da Califórnia, Los Angeles, EUA.”) Transcreveremos alguns trechos, da página 15 a 22, a seguir.
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         “A vitória da cristandade sobre o paganismo foi uma das maiores revoluções psicológicas na história da nossa cultura.”
         “Nos padrões ocidentais é o cristianismo a mais antropocêntrica das religiões que o mundo já viu.”
         “O cristianismo, em absoluto contraste ao antigo paganismo e às religiões da Ásia, (exceto, talvez, o Zoroastrismo), não apenas estabeleceu o dualismo do homem, mas também estabeleceu que é do desejo de Deus que o homem explore a natureza para suas necessidades.”
         “Na antiguidade, toda árvore, fonte, riacho, e colina tinham seus próprios ‘genius loci’, seus espíritos guardiães. Estes espíritos estavam acessíveis, mas eram muito diferentes dos homens; centauros, faunos e sereias mostravam suas ambivalências. Antes de alguém cortar uma árvore, perfurar uma montanha ou represar um riacho, era importante não apenas retribuir com agradecimentos aos espíritos, como também mantê-los aplacados. Destruindo o animismo pagão, o cristianismo viabiliza a exploração da natureza, indiferente aos valores contidos e manifestos no mundo natural.”
         “As implicações do cristianismo na conquista da natureza emergiria mais facilmente na atmosfera ocidental.”
         “Como agora reconhecemos, tem quase um século que a ciência e a tecnologia – até então como atividades basicamente separadas – associaram-se para dar aos homens poderes que, a se julgar por muitos desastres ecológicos, estão fora de controle. Sendo assim, não há dúvida de que o cristianismo leva um enorme peso de culpa.”
         “Para um cristão, uma árvore pode ser nada mais do que um fato físico. A totalidade do conceito de bosque sagrado é estranha ao cristianismo e para o ‘ethos’ do Ocidente. Já tem quase dois milênios que os missionários cristãos estão cortando bosques sagrados que são idolatrados porque assumem o espírito da natureza.”
         “Nenhum novo conjunto de valores básicos foi, até agora, aceito na nossa sociedade para ocupar o lugar dos valores cristãos. Por isso é que continuaremos a ter graves crises ecológicas, até que rejeitemos o axioma cristão de que a natureza não tem razão de existir, salvo se for para servir o homem.”
         “A nossa ciência e tecnologia atual, estão tão impregnadas com a arrogância do cristianismo ortodoxo para com a natureza, que nenhuma solução para nossa crise ecológica pode ser esperada com o recurso de ambas. Já que as raízes de nossos problemas são sobretudo religiosas, a solução pode ser também essencialmente religiosa, se é que possamos chamá-la assim. Nós devemos repensar e reexaminar nossa natureza e destino.”

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