segunda-feira, 16 de maio de 2016

Epígrafe de fechamento

         “E se lestes ou ouvistes estas minhas palavras, o vosso crime é dobrado, pois não podereis alegar ao supremo Julgador das vossas ações que não apareceu alguém que vos lançasse, por vos amar, e muito, estas verdades ao vosso rosto.”

         (“Madrugada do Espírito”, Plínio Salgado, Editora das Américas, São Paulo, 1955, Obras Completas, Volume Sétimo, página 427.)

Anexo

TERRAS  DEVOLUTAS

         Art. 20. São bens da União:
·        II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;

         Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
·        IV – as terras devolutas não compreendidas entre as da União.

         Art. 225.
·        § 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

         Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
·        XVII – aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras devolutas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.

         Art. 188. A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a política agrícola e com o plano nacional de reforma agrária.
·        § 1º A alienação ou a concessão, a qualquer título, de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares a pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, dependerá de prévia aprovação do Congresso Nacional.
·        § 2º Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior as alienações ou as concessões de terras públicas para fins de reforma agrária.

         Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – Art. 51. Serão revistos pelo Congresso Nacional, através de comissão mista, nos três anos a contar da data da promulgação da Constituição, todas as doações, vendas e concessões de terras públicas com área superior a três mil hectares, realizadas no período de 1º de janeiro de 1962 a 31 de dezembro de 1987.
·        § 1º No tocante às vendas, a revisão será feita com base exclusivamente no critério de legalidade da operação.
·        § 2º No caso de concessões e doações, a revisão obedecerá aos critérios de legalidade e de conveniência do interesse público.
·        § 3º Nas hipóteses previstas nos parágrafos anteriores, comprovada a ilegalidade, ou havendo interesse público, as terras reverterão ao patrimônio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.


         “Constituição da República Federativa do Brasil”, Senado Federal, Brasília, 2000.

Capítulo 8

FUTURO  BRILHANTE

         “DIAMANTINA: uma das mais tradicionais cidades do Brasil, cujo nome primitivo foi o famoso Tijuco, da História do Brasil. Várias serras, pertencentes à Cadeia do Espinhaço, atravessam a sua região, em cujo seio são encontradas as mais ricas jazidas de minérios, de diversas qualidades.”
         (“Minas e Minérios no Brasil”, Tanus Jorge Bastani, Livraria Freitas Bastos S.A., Rio de Janeiro-São Paulo, 1957, página 164.)

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         “DIAMANTE (Simb). Em todas as culturas é um símbolo benéfico, representando a limpidez, a luminosidade e a resistência. No budismo tântrico é o símbolo da invisível potência espiritual, equivalente ao termo tibetano Dordje (a rainha das pedras). Em Zen, exprime a ideia da iluminação, sendo a natureza própria de Buda. O trono de Buda, pela sua imutabilidade e polarização, é um trono de diamante.”
         (“Crenças, Seitas e Símbolos Religiosos”, Dr. Hugo Schlesinger e Pe. Humberto Porto, Edições Paulinas, São Paulo, 1983, página 128.)

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         “Ainda não me é lícito chegar a este tesouro, mas a hora em que isto me for permitido não está longe.”
         (“Jacob Frank – O Messias da Sarjeta”, Alfredo Gartenberg, Tip Editora Ltda., Rio de Janeiro, sem data, página 156.)

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         “A viagem da família Gattai começara, em realidade, dois anos antes de embarcarem no ‘Città di Roma’, em Gênova. Meu avô tivera a oportunidade de ler um livreto intitulado: ‘I Comune in Riva al Mare’, escrito por um certo Dr. Giovanni Rossi – que assinava com o pseudônimo de Cárdias -, misto de cientista, botânico e músico. No folheto que tanto fascinara meu avô, Cárdias idealizava a fundação de uma ‘Colônia Socialista Experimental’, num país da América Latina – não especificava qual -, uma sociedade sem leis, sem religião, sem propriedade privada, onde a família fosse constituída de forma mais humana, assegurando às mulheres os mesmos direitos civis e políticos que aos homens.
         Cárdias ainda ia mais adiante: nas últimas páginas de seu estudo, de seu plano, fazia um apelo às pessoas que estivessem de acordo com suas teorias e quisessem acompanhá-lo a qualquer parte da Terra, por mais distante, desde que pudessem levar à prática todas as experiências e as idéias contidas no livro, para se apresentarem.
         Por fim, Francisco Arnaldo Gattai encontrava alguém com dinamismo e inteligência, disposto a tornar realidade um sonho, seu e de outros camaradas, também discípulos dos ensinamentos de Bakunin e Kropotkin, à procura de um ‘caminho novo para a humanidade faminta, esfarrapada, ensanguentada, talvez esquecida de Deus’.”
         (Página 151.)
         “Impressionado com o apelo das últimas páginas do livro, convocando voluntários para a experiência e dando seu nome completo e endereço, Pedro II não teve dúvidas, mandou que respondessem à sua carta: felicitava-o por seu trabalho e oferecia-lhe a terra solicitada para a colônia experimental.
         Estabeleceu-se, então, uma correspondência entre o jovem idealista e o Imperador. Depois de várias démarches, Cárdias recebeu de D. Pedro II a posse de 300 alqueires de terras, incultas e desertas, num local entre Palmeira e Santa Bárbara, no Paraná, e, ainda, a promessa de ajuda e apoio para o empreendimento.
         Tudo acertado, a doação das terras já feita, Cárdias botou mãos à obra dando início ao recrutamento dos voluntários, através dos jornais e em reuniões públicas. Frisava bem que aquela era uma aventura somente para idealistas endurecidos na luta, dispostos a realizar uma grande experiência social, sem medir sacrifícios.
         Os candidatos foram surgindo e seu número aumentou rapidamente.”
         (Página 153.)
         (“Anarquistas, graças a Deus”, Zélia Gattai, Editora Record, Rio de Janeiro, 2001, 33ª edição.)

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         Vejamos agora alguns aspectos práticos importantes. Os aluguéis das CASAS em Bocaiúva e Belo Horizonte, a compra do SÍTIO no distrito de Olhos D’Água, e, principalmente, a construção da COLÔNIA na serra, acarretarão enorme gasto financeiro. A COLÔNIA é economicamente cara, pelo fato de se localizar em lugar remoto, de difícil acesso e de topografia montanhosa, com cota altímetra mínima da ordem de mil metros em relação ao nível do mar. Neste local não deve haver rios caudalosos, interesses econômicos regionais, florestas de porte, e nem rochedos isolados de grandes proporções. O terreno, no seu todo, deverá estar naturalmente protegido, do ponto de vista visual, de eventuais estradas vicinais, casas de fazendas e povoados. O acesso deverá ser exclusivo. A existência de fonte perene de água e de lençol freático acessível constitui elementos vitais.
         O leitor deve ter notado que ainda não falamos em DINHEIRO. Para não dar margens a dúvidas e suspeitas, resolvemos não pedir qualquer ajuda financeira aos indivíduos que tiverem acesso a este texto. Não tencionamos incomodar as pessoas com tal pedido. Mesmo porque, as despesas serão altíssimas, e não cremos que tal forma de arrecadação vá suprir as necessidades de tão abrangente empresa. Como já dissemos, não teremos registro em cartório, nem constituiremos sociedade civil, com diretoria e ata, por uma questão de princípios, para efeito de simplificação e por economia de tempo. Caso, por exemplo, alguém queira nos fazer uma doação, a qual só possa ser efetuada através de uma ONG ou Associação legalizada, poderá usar uma entidade próxima a nós, e esta se encarregará de nos repassar a referida doação. Portanto, não teremos as comuns modalidades de associados, cada qual contribuindo com mensalidades. Se, mesmo assim, alguma pessoa física ou jurídica desejar nos ofertar uma quantia em dinheiro, certamente não será recusada: mas, tal gesto será absolutamente espontâneo, não induzido por nós.
         Como é, então, que pretendemos captar os recursos econômicos, que serão altos?!... Inicialmente, daremos a conhecer o texto intitulado “Os Tesouros”, e este texto, “Os Colonos”, a várias pessoas amigas e conhecidas em Juiz de Fora/MG, convidando-as a participarem do projeto de construção da COLÔNIA. Selecionaremos um grupo de indivíduos dispostos a trabalhar pela Ideia, e alugaremos uma CASA nesta cidade, que servirá como escritório e depósito, além de ponto de encontro, onde discutiremos os inúmeros aspectos da COLÔNIA, efetuando pesquisas preliminares, cada qual contribuindo como puder para o crescimento, amadurecimento e concretização do plano. Colocaremos este e outros textos de nossa autoria na INTERNET, para que possam ser lidos no Brasil inteiro, divulgando amplamente a nossa Causa. Faremos um fichário com os nomes de todos os que se unirem a nós, de Norte a Sul deste imenso país.
         Mas, e o DINHEIRO?!... Temos duas opções. Falemos da primeira. Como foi visto no texto “Os Tesouros”, a “Ana” disse, através da “Mara”, que NÓS é que acharíamos os diamantes do “Sebastião”. Futuramente, quando as condições se mostrarem favoráveis, organizaremos uma expedição ao “Sítio Aurora”, e seremos acompanhados, além do “Mauro”, dono da propriedade, por alguns amigos e amigas de nossa confiança, totalizando umas sete pessoas aproximadamente. E subiremos todos a serra, até a “Mata do Sebastião”. Lá, chamaremos pelo chefe do quilombo, explicaremos a ele o projeto da COLÔNIA, e lhe pediremos que nos passe os diamantes que puder nos ofertar, garantindo-lhe que tal riqueza será usada EXCLUSIVAMENTE em nosso objetivo humanitário, e não para satisfazer o “euzinho particular” de ninguém, mesmo o nosso. Lá em cima, não se poderá portar nenhum tipo de arma. Acreditamos que o “Sebastião” será autorizado pelo Plano Espiritual a nos legar, em confiança, pelo menos algumas pedras, que seja a título de teste, a ver se seremos realmente fiéis ao nosso intento desinteressado. Se não puder fornecer os diamantes, então que nos indique um veio. De posse deles, desceremos a serra e voltaremos imediatamente a Juiz de Fora. Trataremos de vendê-los o mais rápido possível. O dinheiro, por segurança e para evitar problemas desnecessários, ficará UNICAMENTE EM NOSSAS MÃOS. (Daremos ao “Mauro” dez por cento da quantia que for arrecadada.) Nós, particularmente, pretendemos continuar possuindo documentação civil, cumprindo com o dever político do voto, pagando impostos, tendo conta bancária, etc. Sabemos que isto será por pouco tempo.
         Quanto à segunda opção, desde que o “contato” com o “Sebastião” tenha se mostrado infrutífero, o recurso será o garimpo. Selecionaremos alguns amigos de inteira confiança e nos dirigiremos ao Norte de Minas, seja no “Sítio Aurora”, seja em Olhos D’Água, ou um lugar qualquer. Lá, contrataremos os serviços, em regime de diária, de dois mateiros e garimpeiros que conheçam bem a região. E cairemos no mato à caça de diamantes. Desta vez, teremos de perder o medo. Toda aquela terra é rica em veios diamantíferos ainda virgens. O pessoal de lá não explora as suas potencialidades porque não dispõe de dinheiro para longas permanências nas serras. E os Mestres, vendo em nós a ausência de egoísmo e a pureza de propósito, farão com que as pedras surjam ante nossos olhos, dando-nos as condições necessárias ao cometimento deste projeto. Portanto, por estas duas opções, o financiamento da COLÔNIA virá do próprio local em que será construída.
         Entretanto, pode ser que os Deuses tenham outros desígnios em vista, outras maneiras de nos capacitar com suas Dádivas. Nutrimos a esperança de que a Alta Espiritualidade nos suprirá de tudo o que for preciso. E caso não se torne possível a construção da COLÔNIA, pelo menos o SÍTIO em Olhos D’Água deveríamos possuir. E mesmo que nos seja vedada a posse deste SÍTIO, o mais importante será a nossa disposição de trabalhar em prol dos necessitados. Em todo caso, há o “Sítio Aurora”, do “Mauro”, o qual poderá ser usado com o objetivo expresso neste texto, dado que se trata de um amigo cujo Coração é sensível e magnânimo, e desde que a sua localização não é muito distante de Olhos D’Água.

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         Os leitores que se interessarem em participar da construção da COLÔNIA, devem remeter as suas correspondências (convencionais e/ou eletrônicas) para os endereços constantes no Anexo 3, no fim deste texto. Assumimos o compromisso de responder a todos os que nos escreverem.
         Sugerimos aos que se dispuserem a se comunicar conosco, que forneçam as seguintes informações básicas, nesta ordem:
A.   Nome completo; data e local de nascimento; endereço e telefone; e-mail, se tiver.
B.   Qualificações profissionais. Ofícios que sabe exercer, técnicas que domina. Atividades diletantes, hobby.
C.   Nível de escolaridade. Cursos técnicos e superiores em que é formado. Outros cursos feitos.
D.   Religião em que foi educado. Opção religiosa atual. Outras crenças particulares.
E.    Grau de conhecimento que possui nas áreas espiritualista, esotérica, alternativa, naturalista, ufológica e de contracultura.
F.    Estado civil. Se é casado, a família também pode se compromissar com o projeto? Em caso afirmativo, fornecer os nomes e as datas natalícias do cônjuge e dos filhos. Os indivíduos adultos devem igualmente responder a estes quesitos básicos.
G.   Capacidade de arregimentação de novos interessados, de divulgação da idéia, de promoção do projeto. Poder de influência familiar, profissional e social.
H.   Estágio em que se encontra de comprometimento com o mundo; de apego e de desilusão com o mesmo. Os entraves e obstáculos que o impedem de ser livre. Grau de interesse em nosso empreendimento.
I.       Disponibilidade de tempo e de trabalho. Em que pode ajudar, a curto, médio e longo prazo? Gostaria de morar na COLÔNIA?
J.      Objetos materiais que pode doar, seja o que for. Contribuições espontâneas possíveis, em todos os níveis. Bens móveis e imóveis.
K.   Livros, revistas, jornais, boletins, monografias, vídeos, fitas K7, CDs, que sejam importantes para a edificação da COLÔNIA no aspecto utilitário e alternativo, que possam ser doados. E quaisquer outros tipos de materiais impressos, sobre temas diversos, como coleções, biblioteca, etc. O que for significativo, mas não puder ser cedido gratuitamente, poderá nos ser emprestado para fazer cópias: será depois devolvido.
L.    Formular opiniões próprias, idéias, sugestões e críticas sobre o projeto.
M. Esclarecimentos que precisa obter. Perguntas que deseja fazer.
N.   Outras considerações adicionais.
         Pedimos aos leitores que responderem a estes itens, que obedeçam à ordem alfabética das letras, de “A” a “N”, especificando-as uma a uma, antes das respectivas respostas. Seria muito bom se nos enviassem as suas fotografias, para as anexar em nosso arquivo. Podem se associar a este trabalho todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país. O correto e completo preenchimento das questões acima solicitadas, indicará em geral um caráter nobre, personalidade amadurecida e interesse real. Falta de zelo, informações incompletas e contestações descabidas sobre a forma e a natureza do projeto, geralmente partem de pessoas cujo interesse precisaria ser colocado à prova, por outros meios. Precisaremos de gente capaz e madura, que possua um mínimo de espírito comunitário e de visão social, cujo desejo de transformação seja o mais sério possível. Aceitaremos qualquer indivíduo, seja qual for a sua raça ou posição social, desde que demonstre suficiente amadurecimento pessoal e uma firme disposição de se engajar na construção de um novo modelo de vida. Não discriminaremos ninguém, salvo aqueles que não se mostrarem dignos. Os extremamente apegados às crenças do cristianismo, os fanatizados por seus dogmas, muito dificilmente poderão se aliar a nós. A menos que aceitem passar por uma “desprogramação”, algo difícil de ocorrer, mas que se revelaria meritório, demonstrando uma mente ainda aberta. A estes excluídos, as nossas desculpas. Temos de ser firmes quanto a isto. Na COLÔNIA não haverá nenhuma igreja cristã: a presença de crentes obcecados por suas “verdades” só causaria conflitos. E atritos é tudo o que desejamos evitar.
         Valorizaremos o intercâmbio com entidades, associações, grupos e ONGs de caráter filantrópico, social, ecológico, alternativo, esotérico, ufológico e espiritualista. Priorizaremos a comunicação com as inúmeras comunidades rurais espalhadas país afora. Gostaríamos que a nossa ideia chegasse ao maior número possível de pessoas. Pedimos àqueles que se sentirem tocados por nossas palavras, que divulguem este trabalho. Não se acanhem de nos escrever. Os que não gostarem, ou não aprovarem o seu teor, podem nos criticar à vontade, dentro dos limites do bom senso e da civilidade, pois tais críticas poderão nos ser úteis. Esperamos poder sensibilizar muita gente, pois sabemos que praticamente todos estamos cansados de apenas sobreviver nesta sociedade repleta de erros e ilusões, ansiando por outro tipo de Vida, mais puro e autêntico.
         SEJAM BEM-VINDOS!!!...

Capítulo 7

O  BEM  CONTRA  O  MAL

         “Flanagan chegara havia muito a uma conclusão confusa: não era possível salvar o mundo; o máximo que se podia fazer por ele era amá-lo.”
         (“O Navegante”, Morris West, Círculo do Livro, São Paulo, página 18.)

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         “Herodes é o Poder e o Poder é, ao mesmo tempo, forte e fraco; forte porque esmaga; fraco porque tem mais medo do que uma criança em quarto escuro.”
         (“A Vida de Jesus”, Plínio Salgado, Editora das Américas, São Paulo, 1954, Tomo I, Obras Completas, Volume Primeiro, página 119.)

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         “E depois você citou as últimas palavras de Bruno a seus juízes: ‘Creio que vocês têm mais medo de mim do que eu de vocês.’ ”
         (“Os Fantoches de Deus”, Morris West, Editora Record, Rio de Janeiro, página 97.)

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         “Neste exato momento penso
         Que maior do que o medo que vos tenho
         É o medo que tendes, senhores,
         De mim.”
         (“O Herege”, Morris West, Editora Record, Rio de Janeiro, 4ª edição, tradução de Carlos Lacerda, fala final de Giordano Bruno, Cena I, Terceiro Ato.)

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         A existência da COLÔNIA destina-se principalmente à construção de um modelo alternativo e avançado de vida comunitária, o mesmo que será instaurado na Terra após os eventos apocalípticos que se aproximam. Mas, servirá também para prestar auxílio a todas as pessoas que necessitarem de ajuda em decorrência destes fatos catastróficos, as quais se encontrarão em lastimável estado, carecendo de praticamente tudo: alimento, água, roupa, abrigo, remédio, esclarecimento, consolo, etc. Aqueles que primeiro formarão a nossa COLÔNIA, ajudarão os que chegarem por último. Irão na frente com a consciência de que estarão construindo um refúgio para os que não deixarão as cidades, mas por elas serão EXPULSOS. Uma minoria terá a iniciativa de abandonar as “benesses” da sociedade. Poucos sentirão o CHAMADO. Em relação a estes, já foi dito: “Se você perder a chance de ajudar muita gente, passará à condição de ‘ajudado’... e isso é inadmissível para quem já vem recebendo chamamentos e informações há tantos anos!”
         Seja em nossa COLÔNIA, seja em uma comunidade rural, seja num lugarejo isolado, procure um ponto longe das grandes aglomerações urbanas, (quanto mais despovoado for, melhor!), desvencilhe-se do supérfluo, pegue a estrada e construa o seu recanto, enquanto ainda é tempo. O grande vidente Edgar Cayce disse: “Quem estiver em condições de comprar um pedaço de terra considere-se afortunado porque não passará fome no futuro (...). Tudo o que mantém a vida provém da terra. Por isso, é preciso voltar a ela. Cada um deve estar apto a obter da terra tudo quanto seja necessário a si próprio e à sua família”. Quando falir os sistemas de abastecimento, não haverá gasolina e diesel à venda nos postos, e apenas bicicletas, carroças, cavalos  e os pés serão os meios de transporte. Estaremos lá na COLÔNIA, esperando pelos desesperados, por aqueles que foram iludidos pelos governantes, pelos jornalistas, pelos cientistas, pelos magnatas, acreditando em suas mentiras, desconhecendo por completo em que tipo de “civilização” estavam vivendo. Desligue a TV, feche os olhos e comece a pensar. Pare e reflita. Acreditamos que ainda temos tempo, mas o tempo é curto e passa rapidamente. A despeito disto, ninguém deve se precipitar. Não tencionamos provocar medo e pânico, mas alertar. É bom frisar que não há lugar garantido para os despreparados de corpo e alma, tanto quanto não há lugar perigoso para quem sabe, confia e está servindo o próximo, sem se preocupar consigo próprio. O local mais seguro é aquele em que a sua dedicação aos necessitados for completa e incondicional – já nos disseram os ETs.
         Haveremos de construir na COLÔNIA refúgios coletivos para os desabrigados, estocando alimentos, roupas, etc. Sem PREVISÃO não haverá PROVISÃO. E contaremos, nesta tarefa, com o inestimável apoio material de seres extra e intraterrenos, com os quais inevitavelmente faremos contato. Ninguém estará ali para salvar a própria pele, e a de familiares e amigos. Isto é materialismo inaceitável e ignorância espiritual. Divisões entre os consanguíneos ocorrerão em quase toda família: o exagerado apego a pais, filhos, irmãos, tios, primos, etc., deve ser substituído pelo pensamento de que cada um tem o seu destino em separado, e a nossa verdadeira família é a humanidade. Pouquíssimos terão de viver todos os acontecimentos esperados, vivos, em corpo físico, na superfície da Terra. Estes caberão em grutas naturais, nos abrigos que já estão sendo especificamente preparados para isto. Muitos serão retirados da superfície terrestre por naves alienígenas, (a chamada “Operação Resgate”, ou “Arrebatamento”, efetuada pela “Frota  Alfa-Ômega”), e resguardados dos terríveis eventos em naves-mães e em bases na Lua, Marte, Júpiter, etc., até que passe todo o processo de transformação terrestre. E muitíssimos terão de desencarnar.
         O Brasil receberá em sua costa atlântica e nos aeroportos internacionais um grande número de refugiados dos países europeus, os quais fugirão das condições particularmente duras que atingirão toda a Europa. Sabe-se, por meio de mensagens alienígenas, que o Continente Europeu desaparecerá, dele quase nada restando. Teremos que receber este contingente e dele cuidar, esquecendo o que foi no passado: povos colonizadores, que saquearam, escravizaram e massacraram as nações pobres da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. O nosso Coração é nobre e generoso, facilmente inclinado ao perdão. Esta vinda se dará porque o território brasileiro, em especial a parte central, sendo o mais antigo sedimento geológico planetário, pouco será afetado pelas inúmeras comoções a que estará sujeita a Nave Terra. E um exemplo deste fator emigratório, é a imensa “fazenda” que o Vaticano possui no Estado de Mato Grosso, com várias casas e benfeitorias, cuja destinação será abrigar o papa e a cúpula da igreja romana, quando tiverem de abandonar a Itália. Isto não é segredo, mas um fato conhecido naquela região. Não sabemos exatamente onde se situa.
         Manteremos o grosso da nossa equipe na COLÔNIA, no alto da serra, recebendo os flagelados que nos procurarem. Outra parte do pessoal ficará no SÍTIO em Olhos D’Água e na CASA em Bocaiúva, atuando junto à população, dando os primeiros-socorros aos necessitados e encaminhando-os à COLÔNIA. Milhares de pessoas serão pressionadas a buscar esta região. É importante a ajuda às populações que haverão de migrar, mas o preparo dos hospedeiros é mais importante ainda. Os nossos voluntários deverão estar concentrados nos postos de serviço, fixos e volantes, espalhados nas estradas, acampamentos, vilarejos e nos abrigos coletivos. Esclarecer, curar, alimentar, vestir e abrigar essa gente toda será uma árdua tarefa. E teremos na CASA de Belo Horizonte uns poucos elementos corajosos e abnegados, os quais terão a função de direcionar até a COLÔNIA aqueles que puderem. Assim, cumprir-se-á com sucesso o objetivo de todo o trabalho, que é desenvolver o espírito comunitário e o amor ao semelhante.
         De há muito perdemos a ilusão de que o mundo possa ser salvo. A única expectativa que nos resta é a de sabermos em que dia maravilhoso se dará o início de sua derrocada!... Quando o “Apocalipse” começar a ocorrer, colocaremos os joelhos no chão, levantaremos as mãos ao céu, e agradeceremos à Divindade tamanha Misericórdia, pois significará a Grande Transformação deste mundo desumano e injusto em outro mais amoroso e perfeito. E não há Parto sem Dor. Do contrário, ou seja, se não houver esta Intervenção do Alto, então estaremos certos de que não existe a Justiça Divina, e de que o nosso fim será muito mais lento e doloroso!...

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         A COLÔNIA, como um todo, não aceitará de forma alguma qualquer ingerência do Poder Público, seja federal, estadual ou municipal, trate-se da cobrança de impostos e taxas, da exigência de alvarás e licenças, dos vários tipos de coação e extorsão em que é contumaz, ou do que quer que seja, pois não se sujeitará a “travestir-se” de “pessoa jurídica”, inexistindo, portanto, perante o mundo. Assim como deixaremos que esta “civilização” siga o seu voluntário caminho rumo à autodestruição e à morte, assim pediremos que nos deixem em paz em nossa busca pela Vida. Agora, individualmente, cada um estará livre para manter os seus compromissos civis com a sociedade, ou rompê-los em definitivo.
         Note-se o que escreveu Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, em seu livro “Mensagens Extraterrestres”, 1ª edição, 1982, página 117, sobre o “Projeto Alvorada”:
         “Lembraria aqui da importância da institucionalização formal desses grupos para que se evite problemas desnecessários com as organizações oficiais e de governo que acompanham atividades clandestinas, com as quais jamais deveremos nos confundir, em momento algum, pois nosso trabalho visa o Homem, a Humanidade como um todo, é aberto e Universalista, não-sectário, e não é contra nada nem ninguém, tanto quanto não é a favor. No contexto do PROJETO TERRA não há lugar para desrespeito e violência à parte que é de ‘Cesar’, aspecto de nossa realidade que é fundamental para a manutenção do equilíbrio do desenrolar do processo que a todos nós diz respeito.”
         Não concordamos com isto. Não será pelo fato de nos “institucionalizarmos” que nos livraremos da “suspeita” do Estado. Haja visto que atualmente no Brasil a corrupção crassa generalizada em todos os estratos sociais, desde os mais altos dignitários políticos até o mais humilde comerciante, e essa gente toda possui documentação em dia, empresas registradas, etc. “Contraventores” nas áreas de jogos de azar, bicheiros, donos de bingos e mafiosos, têm os seus “negócios” devidamente legalizados. Até mesmo o “crime organizado” está bastante “organizado”, usando de vários recursos instituídos para “limpar” o seu dinheiro. Diante disto, torna-se ululante e óbvio que, para sermos “honestos”, devemos nos manter À MARGEM, recusando-nos a participar desta esbórnia arrivista, desta pândega de locupletações, deste festim oficializado, deste bacanal burocratizado. Para preservarmos a pureza e a integridade, a honra e a dignidade, é de bom tom não pactuarmos com os mecanismos apodrecidos do “establishment”. Quem com porco se mistura, farelo come.
         Quanto às “atividades clandestinas”, deixamos neste texto bastante claro os nossos objetivos. Não possuímos outros além dos que foram expostos. Não estaremos envolvidos com nenhuma forma de tráfico ou contrabando, seja tóxicos, armas, mercadorias, órgãos, escravas ou crianças. Não nos envolveremos com a falsificação de dinheiro, com estelionato ou nenhum tipo de golpe e ato criminoso contra quem ou o que quer que seja. Não formaremos um grupo de fanáticos dispostos ao suicídio coletivo, nem faremos lavagem cerebral em ninguém. Não abrigaremos em nosso meio qualquer tipo de terrorista, nem tencionaremos usar de nenhuma violência contra a sociedade vigente. Porém, isto é irrelevante... não é a verdadeira questão... Seremos perseguidos exatamente porque nos propomos a criar uma Comunidade Justa, Amorosa e Humana. Seremos fustigados precisamente porque pretendemos instalar um modelo de vida saudável e anticonsumista. E não faz a mínima diferença termos ou não registro oficial. Recorde-se o que o governo norte-americano fez com a comuna de Rajneesh: destruiu-a. O Estado, a verdadeira “Besta” citada no “Apocalipse”, não tolera nada que seja destinado à Evolução do Homem, e faz de tudo para eliminar as iniciativas superiores, usando, para tanto, sem qualquer escrúpulo, de todos os meios sujos, espúrios e violentos ao seu dispor. Temos a consciência perfeita de que estamos vivendo em um mundo essencialmente satânico. Mas, não existe nenhum Satã. Os verdadeiros Demônios são os representantes dos Poderes Instituídos neste planeta destinado ao SUICÍDIO: os políticos, os grandes empresários, os donos dos meios de comunicação, os ministros das igrejas, os juízes, os militares, etc.
         Nós somos VISCERALMENTE CONTRA os sistemas existentes: econômico, político, social, jornalístico, religioso, jurídico, educacional, cultural, etc. Temos de ser. Somos contra todos aqueles que trabalham pela sua perpetuação. Mas, não somos contra as pessoas comuns, pois não passam de seres iludidos, escravizados, massacrados, cegos, surdos e doentes, incapazes de ver em que abismo se encontram. Esta nossa percepção de modo algum representa “desrespeito e violência”. Ao contrário. No fundo, nutrimos piedade, compaixão, amor e compreensão pela “parte de Cesar”. Se a linguagem que usamos é um pouco forte, isto é devido ao elevado nível de indignação que trazemos no imo. Vemos a humanidade como se fosse um doente terminal estendido numa cama hospitalar. Ninguém é tão malvado a ponto de agredir a socos e pontapés um moribundo em seu leito de morte. Enquanto ele estiver vivo, usaremos alguns de seus recursos, como os serviços bancários, os Correios, o telefone, o comércio, etc. Mas, sempre visando o grande fim: a construção da COLÔNIA.
         Aos apodrecidos partidários e defensores deste sistema maligno que aí está, um aviso: deixem-nos em paz!... Não pensem em se imiscuir em nossos planos. Se ousarem nos atingir diretamente, saibam que estamos prontos para responder aos ataques com firmeza, dando-nos todos os Sagrados Direitos Naturais à Defesa.
         Não somos um bando de moleques inconsequentes e irresponsáveis: sabemos muito bem o que estamos fazendo e nos encontramos preparados física, psíquica e espiritualmente para o que der e vier. Na guerra da Luz contra as trevas, os Guerreiros do Bem estão liberados para, em último caso, matar os combatentes do mal. Sejam quais forem aqueles que vierem para nos atingir, os esperaremos sem temor algum. Existem FORÇAS muito mais potentes que a opressão e a maldade. Existem ARMAS muito mais mortíferas que as baionetas e as metralhadoras. Existem ESCUDOS muito mais eficientes que os elmos e as couraças. E não temos medo de nada, pois A NOSSA CAUSA É JUSTA E NOBRE.
         Ao ser levado para a fogueira em uma carroça, amarrado e com um cabresto na boca para não falar, vendo a multidão que esperava para assistir ao seu suplício, o grande Giordano Bruno pensava:
         “- VOCÊS TÊM MAIS MEDO QUE EU!!!...

Capítulo 6

AS  FINALIDADES

         “Só quando o panorama espiritual do planeta atingir os momentos cruciais da provação, a alma coletiva brasileira despertará, sacudida pelo impacto da necessidade de uma reação de conjunto, capaz de permitir a realização do trabalho para o qual então vos sentireis predestinados, sem sombra de dúvida.”
         (“Brasil, Terra de Promissão”, Ramatís, psicografado por América Paoliello Marques, Editora Eco, Rio de Janeiro, s.d., página 126.)

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         “ – E pensa que Shangri-Lá se salvará?
         - Talvez. Não podemos esperar nenhuma mercê, mas há uma tênue esperança de que sejamos esquecidos. Aqui ficaremos com nossos livros, nossa música e nossas meditações, conservando as frágeis elegâncias de uma época moribunda e buscando a sabedoria de que os homens hão de precisar quando tiverem esgotado todas as suas paixões. Temos uma herança a preservar e transmitir. Tiremos dessas coisas todo o prazer que pudermos, até que venha esse dia.”
         (“Horizonte Perdido”, James Hilton, Abril Cultural, São Paulo, 1980, página 171.)

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         “Devem saber que não estão aqui por desígnio próprio. Foram conduzidos até aqui, passo a passo, por caminhos diferentes, através de muitos acidentes aparentes. Mas foi sempre o dedo de Deus que os chamou. Não constituem a única comunidade que foi assim reunida. Há muitas outras, espalhadas pelo mundo inteiro, nas florestas da Rússia, nas selvas do Brasil, em lugares com que jamais sonharam. São todas diferentes, porque as necessidades e hábitos dos homens são diferentes. Contudo, são todos iguais, porque seguiram o mesmo dedo que os chamava e foram unidos pelo mesmo amor. Não fizeram isso por si mesmos. Não podiam, assim como vocês também não podiam, sem um impulso especial de graça. Receberam esse impulso por uma razão. Mesmo enquanto eu falo, neste momento, o inimigo começa a invadir a terra, pregando a destruição! Nos tempos terríveis que agora se abatem sobre nós, vocês foram escolhidos para manter acesa a pequena chama do amor, para cuidar das sementes do bem neste pequeno vale, até o dia em que o Espírito irá enviá-los para acender outras velas numa terra escura e plantar novas sementes numa terra mergulhada em trevas.”
         (“Os Fantoches de Deus”, Morris West, Editora Record, Rio de Janeiro, páginas 365 e 366.)

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         Descortinamos, a priori, cinco grandes objetivos principais para a “COLÔNIA NOVA TERRA”, sem considerar a questão dos eventos apocalípticos:
1.     Auto-suficiência em termos agropecuários, alimentícios, energéticos e tecnológicos.
2.     Preservação ecológica do meio ambiente.
3.     Assistência social à população local.
4.     Evolução humana, psíquica e espiritual.
5.     Contato com os seres extra e intraterrestres positivos.
         Existe na região do Norte e Nordeste de Minas Gerais uma comunidade economicamente de baixa renda, carente de ajuda, dentro do chamado “bolsão de pobreza” do Vale do Jequitinhonha, a qual apresenta certa riqueza cultural. Pretendemos dar-lhe assistências diversas, e ao mesmo tempo resgatar os seus valores humanos. Inúmeras melhorias podem ser levadas a esta população, de maneira racional e alternativa:
1.     A despeito de algumas resistências que certamente iremos encontrar, objetivando a auto-subsistência dos componentes deste núcleo rural, tentaremos incentivar a agricultura, propondo-lhes o plantio de mais frutas, legumes, verduras e cereais, sem o uso de adubação química, utilizando técnicas naturais e biodinâmicas, incluindo-se sistemas econômicos de irrigação, comercialização de excedentes, aquisição e confecção de implementos agrícolas, expansão da pecuária, etc.
2.     No sentido de elevar o nível nutritivo da sua alimentação, principalmente quanto às crianças, divulgaremos o valor energético de produtos como casca de ovo, farelos, brotos e óleos, de fácil produção, assim como as técnicas de conservação de alimentos, etc.
3.     Criação de um tanque de piscicultura, para a produção comunitária de peixes comestíveis, enriquecendo, desta forma, a alimentação local.
4.     Cultivar um herbário, com as ervas e plantas medicinais do lugar, em comum acordo com os raizeiros, valorizando este recurso terapêutico alternativo, de grande importância em face das dificuldades de assistência médica tradicional.
5.     Promover a ida, semanal ou quinzenalmente, de médicos e dentistas, para atender gratuitamente aos doentes, esclarecendo preventivamente as pessoas com aconselhamentos higiênicos, etc.
6.     Cuidar para que as crianças tenham acesso às escolas, apoiando os professores e motivando os pais; zelar pela conservação dos prédios; angariar materiais escolares; efetuar cursos a eventuais interessados, como, por exemplo, costura, culinária, mecânica e informática; alfabetização de adultos; etc.
7.     Como várias casas não possuem banheiro, nem sequer uma “casinha”, obter o consentimento dos moradores para a construção de fossas e sanitários decentes.
8.     Usar técnicas alternativas e baratas para a construção de moradias, lançando mão de materiais facilmente disponíveis na natureza, especialmente para os mais carentes. Exemplo: máquina de fabricação de tijolos, a baixo custo.
9.     Trabalhar com energias alternativas, dado que parte dos habitantes não possui condições financeiras para a aquisição de postes-padrão e a instalação de luz elétrica.
10.           Esclarecer, especialmente as crianças, quanto à necessidade de preservação do meio ambiente, evitando os desmatamentos, as queimadas, a caça e a pesca predatória, junto ao IBAMA local.
11.           Assistência social de forma geral: remédios, roupas, agasalhos, brinquedos, alimentos, objetos úteis, móveis, apoio aos idosos e aos mais carentes, curas alternativas, prestação de serviços diversos. Esclarecer e auxiliar.
12.           Se se revelar possível, de acordo com a receptividade, introduzir neste núcleo urbano-rural atendimentos psicológicos e psiquiátricos, atividades artísticas e culturais,  ensinamentos naturistas e espiritualistas, etc.
         Paralelamente a este trabalho de alto valor social, que visa inclusive impedir o êxodo rural, desenvolveremos outras atividades, absorvendo as grandes potencialidades da região, em vários níveis, tais como:
1.     Utilizar o SÍTIO em Olhos D’Água como um “posto avançado” de pesquisa. Se não houver luz elétrica, mandar instalar. Colocar microcomputadores com acesso à Internet, linhas de telefone e outros meios de comunicação, como rádio-amador. Através da Internet, estar em contato direto com Universidades e Centros de Estudos. Qualquer pesquisador que desejar ir até a região, achará um ponto de apoio seguro no SÍTIO em questão.
2.     Biólogos, Botânicos, Zoólogos, Ecologistas e outros profissionais da área, encontrarão farto material de pesquisa nas matas adjacentes, que provavelmente permanecem relativamente preservadas.
3.     Geólogos e Mineralogistas terão à disposição um riquíssimo solo, que faz parte da Serra do Espinhaço.
4.     Cientistas Sociais, Antropólogos e Historiadores poderão analisar a população local, em sua maioria descendente de escravos, aqueles que extraíram do solo as fabulosas riquezas diamantíferas, que foram escoadas para as nações europeias nos séculos XVIII e XIX, riquezas essas que ajudaram a financiar a “Revolução Industrial”. Atualmente, esses netos de escravos estão excluídos dos mecanismos de produção e consumo da sociedade capitalista. Não é justo.
5.     Espeleólogos ficarão interessados ao tomarem conhecimento de várias cavernas e rios subterrâneos existentes na região.
6.     Arqueólogos e Paleontólogos disporão de amplas possibilidades de pesquisa de campo, numa área imensa e quase inexplorada.
7.     É preciso dar especial ênfase ao estudo das ervas e plantas medicinais, registrando os conhecimentos empíricos dos raizeiros locais, evitando que se perca esta fonte de cultura popular, colocando os dados à disposição dos fitoterapeutas interessados.
8.     Especialistas em Lingüística, Folclore, Arte Popular e Artesanato encontrarão rico material de investigações entre a população rural e urbana.
9.     É importante montar escritório, laboratório e biblioteca, para dar o necessário apoio a todos os que nos procurarem.
         Retornando à COLÔNIA, quanto ao pessoal, necessitaremos de profissionais das mais diversas áreas: pedreiros, marceneiros, carpinteiros, eletricistas, bombeiros, serralheiros, mecânicos, agrônomos, laticinistas, apicultores, veterinários, técnicos de eletrônica e informática, fotógrafos, garimpeiros, engenheiros, arquitetos, desenhistas, artesãos, enfermeiros, médicos, dentistas, psicólogos, terapeutas naturais, artistas, etc., etc., etc. As obras pioneiras são para as pessoas FORTES e EQUILIBRADAS física e psicologicamente. Qualidades ideais: amor, dedicação, desprendimento, espírito de renúncia e sacrifício, tolerância, temperança, simplicidade, disciplina, trabalho, esforço, resistência, coragem, garra, entusiasmo, energia, instinto, intuição, maturidade, etc. Numa autêntica Comunidade não há divisão de tarefas. Todos se bastam e convivem para crescerem espiritualmente. Cada um só tem obrigações em relação a si próprio. O que for feito em favor de terceiros ou do grupo, deverá ser feito por Amor. Não há que se cobrar a participação e nem a obrigação de colaborar. Todos deverão estar ali por conta e risco próprio, individual. A Comunidade que não admitir como naturais e necessárias as discussões e os desentendimentos, estará fadada à desestruturação, pois há, nestas horas de atrito aberto, mais espírito comunitário em jogo, do que num sorriso hipócrita. Porém, as pendências devem ser resolvidas.
         Com relação à vida interna na COLÔNIA, há que se considerar os seguintes aspectos:
1.     Algumas coisas devem ser proibidas, como drogas, álcool, tabagismo e jogos de azar. Entretanto, alguém pode querer fazer uso do chá da oasca. Alguns cidadãos da COLÔNIA talvez se disponham a produzir cervejas e vinhos artesanais e com baixo teor alcoólico. Como também outros podem desejar de vez em quando sentir o prazer de fumar um cigarro de palha com fumo puro e sem química. Daí se vê que, nesta questão, a rigidez não é aconselhável.
2.     A carga horária de trabalho diário individual deverá ser reduzida ao que for possível, sobrando mais tempo para o lazer e as atividades superiores.
3.     Evitar-se-á ao máximo remédios alopáticos e alimentos industrializados.
4.     Não se permitirá a caça sob forma alguma, desde que estará vedado o consumo de carne vermelha e branca. Tolerar-se-á a ingestão de peixes, especialmente no caso daqueles que estiverem saindo do regime carnívoro, para não haver choque orgânico. Somente em situações de emergência é que se retornará a tal hábito negativo. O regime normal tenderá ao ovolacteovegetariano. A soja substitui plenamente as carnes.
5.     Não se deve matar cobras, aranhas e escorpiões, mas aprisioná-los e devolvê-los depois à natureza, longe da COLÔNIA, num sinal de respeito pela Vida.
6.     Toda planta ou árvore que tiver de ser morta, deve-se primeiro conversar com os seres elementais responsáveis por ela, esclarecendo-os que tal ato é necessário, pedindo licença e desculpando-se.
7.     O dinheiro, dentro da comunidade, não terá valor algum, pois tudo será de todos, e cada qual disporá dos bens e produtos que necessitar. Ele só servirá fora, na sociedade comum, enquanto a mesma estiver de pé.
8.     Estará definitivamente proibida, sem apelação, a entrada de padres e pastores cristãos, pois o cristianismo é um dos valores falidos da Era de Peixes, dos quais procuraremos nos livrar. É o mesmo princípio que nos move a banir o dinheiro.
         Não haverá entre nós nenhum tipo de repressão sexual, seja ela moral, religiosa ou espiritualista. Os indivíduos adultos que se dispuserem a compor o agrupamento humano da COLÔNIA, ao chegarem lá, obviamente levarão consigo uma série de condicionamentos negativos nesta área, pois serão o produto do meio insano de onde vieram. Haveremos de ter alguns bons psicólogos e professores de Bioenergética, para promover o desbloqueio afetivo e corporal de todos, visando uma população saudável e equilibrada, que não transfira para as crianças suas neuroses, psicoses e complexos. Estas crescerão livres e cercadas de amor, e não mais conhecerão as doentias noções de que o corpo e o sexo são coisas sujas. A liberdade sexual será um lema. Os cidadãos que manifestarem propensões a certos desvios como sodomia, sado-masoquismo, pedofilia, homossexualismo, etc., deverão receber tratamento terapêutico. Se, ainda assim, insistirem nestas aberrações, serão convidados a se retirarem. A forma de união matrimonial dependerá da vontade individual: monogamia, poligamia, poliandria. No caso das uniões múltiplas, (um homem com duas ou mais mulheres; uma mulher com dois ou mais homens), isto dependerá do comum, consciente e voluntário acordo entre as partes, sem que haja nenhum atrito. Todo excesso será corrigido. O estudo do Tantra e da Magia Sexual, a prática de exercícios bioenergéticos, e a ausência de moralismo ultrapassado, fornecerá a todos nós os elementos suficientes para uma vida amorosa e sexual plena, harmônica e gratificante. Recomendamos a leitura dos romances “A Ilha”, de Aldous Huxley, e “A Ilha das Três Sereias”, de Irving Wallace, além de todas as obras de Wilhelm Reich e de Bioenergética.

Capítulo 5

UM  MODELO

         “Mas foi em 1973 que alguns de seus aspectos (do PROJETO ALVORADA) foram levados a público pela primeira vez, isso no âmbito do então Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Apresentado devidamente, ‘romanceado’, sob o título de NALI, a ideia da criação de comunidades para-científicas, auto-subsistentes, numa linha ‘Alternativa’, no Planalto Central, tendo em vista o processo dito ‘do final de ciclo’, o conhecido ‘Apocalipse’, levantou as maiores e acirradas polêmicas no meio acadêmico, naquela ocasião.”
         (Boletim “Informativo Projeto Alvorada”, Ano 0, Nº 00, dezembro de 1980, Brasília/DF, página 6.)

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         “Instrumentos musicais, material para escrever, diário, calendários
         Roupas de bebê, enxoval de recém nascidos
         Roda de fiar, tear, materiais de costura – carneiro!
         Tanino, materiais e ferramentas para curtir couro
         Relógios de parede e de bolso
         Legumes de raiz, mudas de árvores frutíferas desenraizadas, outras sementes
         Etc., etc., etc.”
         (“Amor Sem Limites”, Robert A. Heinlein, Editora Record, Rio de Janeiro, s.d., página 333.)

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         Mostremos a seguir o esboço de como será a “COLÔNIA NOVA TERRA”:

·        AGRICULTURA: Lavoura: legumes e cereais. Horta: verduras. Pomar: frutas. Herbário: ervas e plantas medicinais. Jardim: flores. Equipamentos agrícolas: sementes, mudas, adubos, vasos, regadores, mangueiras, bombas, implementos, etc. Paiol para colocar ferramentas, equipamentos, artigos e produtos agrícolas. Depósito de víveres. Técnicas de conservação de alimentos.
·        PECUÁRIA: Estábulo: bois e vacas. Cocheira: cavalos e burros. Galinheiro: galinhas, galos, codornas, patos e perus. Canil: cachorros de diversas raças. Cabril: cabras. Aprisco: ovelhas. Viveiro: pássaros e aves. Tanque de piscicultura: peixes. Apiário: abelhas. Outros animais: gatos, coelhos, bicho-da-seda, etc.
·        RESIDÊNCIAS: Cada família com sua casa. As moradias poderão ser todas padronizadas; ou não, cada qual construindo da maneira que desejar. Começar com umas 50 residências. Utilizar técnicas baratas e alternativas, usando materiais facilmente encontrados na região.
·        DORMITÓRIO: Hospedaria para operários e visitantes.
·        REFEITÓRIO – COZINHA – DESPENSA – COPA: Refeições coletivas. Fornos e padaria.
·        SANITÁRIOS – LAVATÓRIOS: Uso coletivo.
·        LAVANDERIA: Uso coletivo. Material de limpeza.
·        SALÃO DE COSTURA E SAPATARIA: Vestuário de trabalho padronizado quanto ao molde. Artesanato têxtil. Definir as cores e os tipos de materiais das vestimentas e dos calçados.
·        OBJETOS DE USO PESSOAL: Relógios, bolsas, chapéus, etc.
·        OBJETOS DE HIGIENE E BELEZA: Cosmética natural.
·        POSTO DE SAÚDE: Medicina alopática, homeopática, antroposófica, oriental, natural e fitoterápica. Remédios, artigos de primeiros-socorros, clínica de consultas, farmácia, laboratório de análises, ambulatório, hospital, enfermaria, etc.
·        CONSULTÓRIO DENTÁRIO: No mínimo dois dentistas.
·        ESCOLA: Ensino convencional e não-convencional. Primário e secundário. Cursos técnico e superior.
·        TEMPLO: Nome: “Templo Universal do Deus Vivo”. Local de meditação e recolhimento interior, sem cerimônias e liturgias religiosas da Era de Peixes, mas voltado para o Espiritualismo da Era de Aquário. Com bancos, altar, incensos, velas, som ambiente.
·        TEMPLO DOS MESTRES ASCENSIONADOS: Para os que se afinarem com os rituais dos Mestres e com o uso das Chamas.
·        CENTRO ESPÍRITA: De linha branca, com todo o trabalho de passes, curas, doutrinação, médiuns, etc.
·        PIRÂMIDE: Grande; para meditação, curas, etc.
·        ESCRITÓRIO GERAL: Da administração da COLÔNIA.
·        BIBLIOTECA – SALA DE LEITURA E ESTUDO – ARQUIVO: Conseguir o máximo possível de livros, revistas, etc.
·        LABORATÓRIO FOTOGRÁFICO: Fotos e filmes.
·        LABORATÓRIO CIENTÍFICO: Geologia, Mineralogia, Biologia, Química, Física, etc.
·        SALA DE ELETRÔNICA E ELETROTÉCNICA: No mínimo dois técnicos.
·        SALA DE INFORMÁTICA: Microprocessadores, acessórios e peças.
·        OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO: Convencional (ótico). Construir um pequeno telescópio.
·        SALA DA LIDERANÇA: Ter um líder “material”, com o seu vice-líder; um líder “psicológico”, com o seu vice-líder; um líder “espiritual”, com o seu vice-líder; e um líder “maior”, com o seu vice-líder. Pode-se também constituir um “Conselho Administrativo”. Ser chefe não é mostrar seu poder na fraqueza dos subordinados; não é se fazer respeitar pelo temor; não é liderar por sua simpatia ou antipatia; não é fazer-se obedecer pelo posto; não é ser tirânico. Ser chefe é ser bondoso, sem fraqueza; enérgico, sem brutalidade; justo, com equidade; é seguir os ditames da razão; é ouvir a todos indistintamente; é partilhar, sem falsidade, dos prazeres e pesares de todos; é saber que a estima e a confiança são os alicerces da autoridade.
·        SALA DE SEGURANÇA: Mapas da região, cartografia, topografia, sinalizadores de localização, bússolas, sinos de alarme, prevenção de acidentes e incêndios, aulas de defesa pessoal, reações a invasões violentas (vândalos, chupa-cabras), área fortificada com “muralhas”, contagem diária de pessoas, armas e munições.
·        SALA DE COMUNICAÇÃO: Dentro da cidade e para o exterior. Televisões, antenas, rádios, rádio-amadores, walk-talkies, alto-falantes, transmissores, receptores, etc.
·        TORRE DE OBSERVAÇÃO: Uma ou mais. Vigilância 24 horas. Localização estratégica, posição segura, sem risco. Posto avançado. Sino de alarme, lunetas, binóculos, etc.
·        ABRIGOS SECRETOS: Com infra-estrutura para longa permanência.
·        SOBREVIVÊNCIA NO MATO: Aulas práticas.
·        SALÃO DE RECREAÇÃO PARA ADULTOS: Passatempos, jogos e diversões.
·        SALÃO DE RECREAÇÃO INFANTIL: Ter anexo um parque de diversão.
·        SALÃO DE GINÁSTICA E EXERCÍCIOS: Inclusive Bioenergética, Biodança, etc.
·        SALÃO DE TANTRA: Magia Sexual.
·        TEATRO DE ARENA: Teatro, música, dança, etc.
·        SALA DE CONFERÊNCIAS: Cursos e palestras.
·        QUADRAS DE ESPORTES: Vários jogos.
·        QUIOSQUES – CORETOS – PÁTIOS – CORREDORES – RUAS – PRAÇAS – RECANTOS – ÁREAS LIVRES: Primando pela harmonização do ambiente urbano.
·        ÁREA DE CAMPING: Fora da cidade. Passeios e piqueniques. Barracas.
·        PISCINA: Para adultos e crianças.
·        RIO – CACHOEIRA: Para banhos, irrigação, abastecimento de água.
·        GARAGEM: Charretes, carroças, bicicletas, motos, jipes. Veículos para transporte urbano de pessoas e cargas. Construir uma estrada entre a COLÔNIA e o SÍTIO. Barcos e canoas.
·        ESPAÇOPORTO: Helicópteros, girocópteros, balões, ultra-leves, OVNIs. Espaçoporto para o tráfego de veículos aéreos de pouso e decolagem vertical, convencionais ou não. Forma circular.
·        OFICINAS: Mecânica e consertos gerais.
·        MARCENARIA E CARPINTARIA: Reflorestamento.
·        SERRALHARIA: Ferraduras, etc.
·        OLARIA: Tijolos para construções.
·        DESTILARIA: Bebidas.
·        POÇOS ARTESIANOS: Purificação da água.
·        MATERIAL DE MINERAÇÃO: Garimpo.
·        MATERIAL DE MERGULHO, ALPINISMO E ESPELEOLOGIA: Explorações.
·        TECNOLOGIA ALTERNATIVA: Autonomia de materiais, peças de reposição e insumos. Autogestão permanente satisfatória. Economia: não desperdiçar, não gastar em excesso, reaproveitar tudo. Limpeza, conservação, manutenção, reparos e abastecimento permanentes.
·        RECICLAGEM: Unidades de tratamento de resíduos de lixo.
·        MANUFATURAS: Metal, cerâmica, vidro, papel-celulose, gesso, tintas, corantes, vernizes, couro, etc. Técnicas artesanais utilitárias.
·        SISTEMA HIDRÁULICO: Banheiro com chuveiro e instalações com água encanada fornecida do rio através de um motor a gasolina provisório. Sistema de filtragem e purificação de água para ser utilizado em poços, açudes, fontes, caixas d’água, cisternas, etc. Sistema eficiente e econômico de tornar a água esterilizada e livre de impurezas. Caixa d’água potável, cisterna para irrigação por gravidade. Captação, adução e drenagem. Barragem.
·        SISTEMA ELÉTRICO E ENERGÉTICO: Energia: produção, transformação, distribuição e armazenamento. Sistemas não convencionais, limpos, não poluentes. Energia solar, biodigestores, energia eólica, gás natural, energia escalar, fotovoltaica, hidráulica. Geradores. Catavento de giro horizontal. Geração elétrica própria.
·        SISTEMA DE ILUMINAÇÃO, VENTILAÇÃO, AQUECIMENTO E CALEFAÇÃO: Iluminação fria, do tipo fluorescente. Iluminação e ventilação naturais. Microclima controlável para bruscas e grandes variações de temperatura.
·        SISTEMA DE CONSTRUÇÃO: Plantas, desenhos, modelos, maquetes. Cálculo do material. A cor predominante, interna e externamente, deverá ser a branca.
·        ALMOXARIFADO: Um grande depósito para guardar, separadamente, ferramentas, utensílios domésticos, material de embalagem e armazenamento, materiais diversos. Os combustíveis e produtos químicos devem ser guardados em local seguro e afastado, protegido de raios, pois são perigosos e inflamáveis, podendo causar explosões.

         Esta é uma lista extremamente sumária, que serve apenas para dar uma idéia da dimensão do projeto. É preciso, em primeiro lugar, que se encontre o local em que será edificada a COLÔNIA. Em segundo lugar, é necessário que se faça uma planta da cidade. Em terceiro lugar, deve-se listar todos os materiais que serão necessários. Um trabalho e tanto!...

         Dependendo da extensão da área, que deve ser preferencialmente plana, a forma da COLÔNIA, pelo menos no que diz respeito às construções urbanas, deveria ser a CIRCULAR. No artigo “A integração urbano-rural no projeto ‘Cidade Amazônica’ ”, do jornal “Folha de São Paulo”, de 26 de novembro de 1983, de autoria de Laerte Ziggiatti, o arquiteto Spencer de Morais Pupo Nogueira discorre sobre a sua tese: “O projeto ‘Cidade Amazônica’ procura recuperar a organização tradicional da aldeia, assentada espacialmente em formações circulares correspondentes às forças cósmicas naturais e humanas, a presença arquetípica do anel, do elo que relaciona os cidadãos”.