segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capítulo 4

TERRA  DE  NINGUÉM

         “O Pólo nº 5, também de característica semi-rural, centraliza-se em torno de Brasília e cidades próximas, como Pirenópolis, Guariroba, Olhos D’Água, etc., apresentando lances mais místicos e espirituais, devido ao grande número de seitas e núcleos religiosos ali instalados (Vale do Amanhecer, Cidade Eclética, entre tantos outros). Um outro fator de importância deste pólo, além da mística de Brasília como cidade da futura civilização, é o de servir como portal para a conquista e colonização deste imenso espaço verde que é o Planalto Central.”
         (Revista “Planeta”, número 120, setembro de 1982, edição comemorativa dos 10 anos, Editora Três Ltda., São Paulo, artigo “Pólos de Atração – Santuários do Brasil à Espera das Tribos”, de Orlando de Oliveira, página 80.)

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         “Discos que você mandou chegaram. Me sinto como meu pai, indo na Estação da Central de Belo Horizonte ver se já tinham chegado os engradados de frangos caipiras que o meu avô despachava de Bocaiúva pra ele. Me sinto galinha de granja, só comendo a ração balanceada do som dito universal.
         Escutar nossa música aqui é melhor que receber Mate-Couro ou goiabada cascão. Dá aquele banzo, aquela coceira dos anticorpos. Fique nomeado meu avô Rodrigo aí em Bocaiúva e me mande engradados de marchas militares, sambas, bossas, rocks de zona, folclore, e, se tiver hinos religiosos, mande também. Que fora do galinheiro tenho gosto confuso e incerto. Milho, muito milho, eu quero viver.”
         (“Diário de um Cucaracha”, Henfil [Henrique Souza Filho], Editora Record, Rio de Janeiro, 1983, 2ª edição, página 190, carta para o Tárik, de New York, do dia 29 de julho de 1974.)

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         A melhor coisa a ser feita por este mundo que aí está é DESTRUÍ-LO. Isto, na verdade, não é necessário, pois ele irá se AUTODESTRUIR. Se depender apenas de nós terráqueos, as transformações estruturais que se fazem necessárias jamais ocorrerão, pois elas contrariam visceralmente os interesses financeiros do Poder Negro que nos vampiriza e esmaga. Assim, que a presente sociedade siga a sua desabalada carreira ladeira abaixo (e sem freio) em direção ao precipício. Que os finados cuidem dos seus defuntos. Quanto a nós, a vanguarda, o mínimo que temos de fazer é construir o mundo novo aqui mesmo, em meio às ruínas do atual. Precisamos nos ligar à edificação da Nova Civilização do Terceiro Milênio.
         Neste processo de construção, muitos atuam dentro das cidades, em áreas esotéricas, espiritualistas, alternativas, naturalistas, terapêuticas, ecológicas, ufológicas, assistenciais, etc. Tudo bem. Nada contra. Prestam enormes serviços à Nova Era. Outros preferem ir para o campo, vivendo em comunidades rurais; ou para pequenas cidades com grande teor mágico, como Alto Paraíso de Goiás/GO; ou se refugiando em mosteiros budistas; etc. Muito bom. Não discordamos. Servem também aos ideais da Era de Aquário. Porém, o que pensamos realmente em fazer é algo além destes dois estilos.
         Em uma das áreas centrais do território brasileiro, pretendemos construir uma “CIDADE COMUNITÁRIA”. Em nossa opinião, o melhor local é o Estado de Minas Gerais. Pensamos assim porque é o que se acha mais ao sul, (densamente povoado), estando relativamente próximo de Brasília e Salvador. Estamos nos referindo ao Norte e Nordeste de Minas. Tal “cidade” seria a “COLÔNIA NOVA TERRA”. Esta COLÔNIA deverá se situar a mais de mil metros de altitude, no platô de uma serra, com abundantes nascentes de água, perto de matas de pequeno porte e longe de grandes rochedos, não muito distante do município ou distrito mais próximo. Para a aquisição do terreno onde irá se localizar a COLÔNIA, é preciso sondar os aspectos legais da questão. Certamente serão terras devolutas, as quais pertencem ao Governo Federal, ou seja, ao povo, nós mesmos. (Ver, no Anexo 2, os artigos da Constituição que se referem às terras devolutas.) Terão de ser providenciados desenhos, plantas, croquis e maquetes da COLÔNIA, um amplo e detalhado projeto feito por engenheiros, arquitetos e urbanistas que estejam afinados com a idéia. Precisaremos de mapas detalhados da região, os quais podem ser adquiridos em órgãos governamentais como o IBGE e o DNPM.
         A COLÔNIA NOVA TERRA será naturalista, ecológica, autogerida, auto-suficiente, alternativa, cooperativista, anarquista, libertária, utópica, futurista, universalista, não-sectária, espiritualista, esotérica, mágica, tântrica, ufológica e cósmica. Devido a uma série de fatores que serão adiante explanados, cremos que a melhor localização para a COLÔNIA seja no distrito de Olhos D’Água, o qual pertence ao município de Bocaiúva, ao sul de Montes Claros e ao norte de Belo Horizonte, na Serra do Espinhaço, região Norte do Estado de Minas Gerais. Bocaiúva situa-se a 17º 06’ 35” de latitude sul, e a 43º 48’ 38” de longitude oeste, possuindo 698 metros de altitude. Olhos D’Água situa-se a 17º 23’ 49” de latitude sul, e a 43º 34’ 24” de longitude oeste, possuindo 751 metros de altitude.
         No distrito de Olhos D’Água, haveremos de comprar uma propriedade rural, um SÍTIO, que sirva como ponto de apoio e base de operações. No município de Bocaiúva, haveremos de alugar uma CASA, que sirva como pouso para pessoas em trânsito. Na Capital do Estado, Belo Horizonte, haveremos de alugar outra CASA, um ponto de referência para aqueles que se dirigirem ao SÍTIO em Olhos D’Água e à COLÔNIA na serra. Desta forma, possuiremos quatro pontos: a CASA em Belo Horizonte, a CASA em Bocaiúva, o SÍTIO em Olhos D’Água, e a COLÔNIA propriamente dita.
         Eis o que diz a antiga “Enciclopédia dos Municípios Brasileiros”: “Em 1947, a cidade de Bocaiúva foi alvo das atenções mundiais, quando hospedou várias equipes estrangeiras de cientistas que para lá se dirigiram com a missão de estudo e análise do eclipse solar acontecido naquele ano. /// Por sua posição geográfica, Bocaiúva era a cidade do mundo que melhor visibilidade iria oferecer ao fenômeno.” Diz esta fonte que o município possui “fabulosas reservas minerais, notadamente de ouro e diamante”.
         Temos em nosso poder um artigo de página inteira intitulado “Discos voadores são vistos em Minas Gerais – Informe especial sobre contatos imediatos de 3º grau em Olhos d’água”, de Leonardo Álvares da Silva Campos, do jornal “Estado de Minas”, terça-feira, 17 de agosto de 1982, o qual fala sobre a construção da Estação Celeste de Porto Felipe em Olhos D’Água, dentro do extinto “Projeto Alvorada”, do Scortecci, como já nos referimos anteriormente. Vejamos alguns trechos deste artigo:
         “Outra coincidência surpreendente é que a informação extraterrena recebida por Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, em Brasília, dando-lhe conta da existência de uma anomalia magnética em Olhos D’Água, Bocaiúva, foi confirmada posteriormente em estudos científicos. Convênio relativamente recente de prospecção mineralógica no Norte de Minas Gerais, entre o Brasil e a Alemanha, fez com que, além de estudos aéreos, fosse realizada uma pesquisa de campo em Olhos D’Água, para que pudesse ser obtida uma explicação sobre aquelas perturbações magnéticas, que, pelo prisma de Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, favorecem a gravitação de discos voadores. O fenômeno da anomalia magnética no distrito em questão é decorrente de grandes concentrações de minérios no subsolo, redundando nas perturbações.”
         “Em Olhos D’Água, distrito distante 48 quilômetros da sede do município, viagem que é feita por uma estrada de terra em bom estado de conservação...”
         “...o rio Jequitinhonha determina as divisas dos municípios de Bocaiúva e Diamantina...”
         “...Mineração Tijucana, que retira diamante e ouro 24 horas por dia com dragas, sendo uma delas a maior do mundo.”
         “...misteriosa Mineração Tijucana, que, certamente, já retirou riquezas dali em quantidade várias vezes superior à da época do Brasil Colonial, quando os senhores de escravos contavam apenas com os braços destes em Diamantina.”
         “Na monotonia cotidiana em Olhos D’Água, esquecendo-se do problema da falta de perspectiva de melhores rendimentos, a população, sem exceção, como numa alucinação coletiva, só tem um assunto a tratar: quem avistou a última luz (que seria um disco voador), em que lugar, como foi, em que horário, em qual circunstância. Possivelmente, pelo menos 90 por cento dos moradores têm as suas experiências a narrar, um índice deveras alto e talvez único na Terra. Casos de aproximadamente 30 anos atrás até os dias atuais são revelados, e ninguém se furta a dar o seu testemunho.”
         “...é disco voador mesmo, em quantidades. As luzes são vistas constantemente.”
         “Salientou ainda que muitas pessoas do distrito costumam ver mais os discos voadores logo acima da serra que fica de frente para a porta da igreja do lugar, ao passo que o Morro Alto, situado na outra extremidade, é também ponto de avistamentos. Acrescentou que as naves dos ‘meus amigos’, tanto podem ser localizadas a grandes alturas no céu ou mais baixas, geralmente logo acima das serras da região.”
         “Em toda zona de garimpeiros (diamantes) e faiscadores (ouro), é comum – talvez por uma ideia fixa do sonho de se acharem riquezas tão guardadas pela natureza – a divulgação de focos de luzes errantes, com colorações diversas, durante o negrume das noites, mostrando ou indicando os cabedais, ou seja, os tesouros do subsolo.”
         “ – Nos morros aqui, tem muito cristal, diamantes, ouro, topázio, urânio. Distante daqui uns cinco quilômetros, tem uma lavra que dá muito diamante. Sem contar o rio Jequitinhonha, tem o Ribeirão de Areia, a uns cinco quilômetros de Olhos D’Água, que dá ouro, diamante, cristais e outros minérios que eu nem conheço...”
         Como se pode depreender do texto acima, o local é privilegiado. Não possui turismo ecológico e esotérico, nem aeroportos e base da Aeronáutica. É isolado, deserto, imenso e de elevada altitude: uma grande central geradora de energia. Entre os municípios a distância é enorme. Por lá os discos voadores passeiam tranquilamente, chegando a pousar e a possuir bases subterrâneas, longe de qualquer habitação humana. A população é constituída de gente pobre e simples. Toda localidade possui inúmeros casos de avistamentos e contatos ufológicos. O pesquisador que não dispuser de máquina fotográfica e filmadora, tem boa chance de estabelecer comunicação direta com os ETs, desde que esteja  física, psíquica e espiritualmente preparado, além de realmente disposto a ajudar o seu semelhante, e não apenas movido por mera curiosidade. Os alienígenas estão nesta região há vários séculos. Construíram instalações subterrâneas profundas, com entradas para as naves em cavernas e túneis muito bem dissimulados. É o lugar ideal para montar um refúgio rural auto-suficiente, para quando acontecer o colapso social e econômico no Brasil e no mundo, tornando perigosa e inviável a sobrevivência nas cidades. “Fujam dos grandes centros”: dizem os ETs.
         Como já vimos, a quinta Estação Celeste Interplanetária do Projeto Alvorada, na microrregião de Montes Claros, seria construída em Olhos D’Água, e denominar-se-ia “Porto Felipe”. Segundo informações do Scortecci, a “Ordem Maior da Casa Rubi”, comandada pelo Mestre Extraterreno Ashtar Sheran, que cuida de todos os ETs em missão aqui na Terra, está sediada nos subterrâneos do grande Planalto Central brasileiro, em instalações amplamente ramificadas, a partir de uma grande estação, bastante profunda, situada aproximadamente onde, na superfície, temos a cidade de Montes Claros. A área central está mais ou menos no meio de um triângulo envolvendo Montes Claros, Bocaiúva e Olhos D’Água. É o centro geométrico desta base subterrânea gigantesca. Aí começam as ramificações para todos os lados. É uma região extremamente importante no processo do final de ciclo. Crianças “especiais” estariam nascendo nestas três localidades. Trata-se de um dos vários “Pontos de Luz” espalhados pelo Brasil.
         Ainda relacionado ao antigo Projeto Alvorada, do Scortecci, temos um outro município mineiro, situado acima de Montes Claros, no sentido nordeste, quase na divisa com o Estado da Bahia. Trata-se de Rio Pardo de Minas, na grande Serra do Espinhaço, especificamente na Serra-do-Deus-me-Livre. Este seria o “13º Ponto”, a “casa” do ET mentor do Projeto, de nome “MABÍ ÍSA”. Por ali estariam atuando seres extraterrestres denominados “Maroins” e “Marions”, além de “Confederados de Linha Solar” baseados em Ganímedes e Calixto, satélites de Júpiter. Em Rio Pardo de Minas existe a “Fazenda do Índio”, de Mateus Ramos (já falecido) e Luiza do Valle, mãe e filha. Lá aconteceu o 4º Encontro do Projeto Alvorada. Scortecci conta o caso da experiência de contato imediato do “Índio Mateus”, que era um “guardião” daquelas terras, com um ET Confederado, a quem Mateus deu o nome de “Edgard”. Este alienígena aparecia com freqüência na fazenda. O índio oferecia ao visitante uma mesa farta, com café, pão, bolo, queijo, manteiga e frutas, e obrigava-o a se servir, para não fazer desfeita. Ao ser inquirido sobre como era este ser extraterreno, respondia com palavras fortes e gestos expressivos: “ – Eu sou muito macho!... (Batia no braço direito.) Eu sou muito macho!... (Batia no braço esquerdo.) Eu sou muito macho!... (Batia na perna direita.) Eu sou muito macho!... (Batia na perna esquerda.) Mas... QUE HOMEM BONITO!!!...” Mateus recebia também a visita de outro ser, mas do qual não gostava muito.
         Uma amiga espiritualista e vidente, já idosa, sente uma forte atração por Olhos D’Água. Já nos falou que teve uma visão de um lago nesta localidade. O interessante é que, próximo a este distrito, há uma “Lagoa Comprida”, quase na divisa com o município de Diamantina, próxima ao Rio Jequitinhonha.
         Quanto ao eclipse total do Sol anteriormente referido, ele se deu no dia 20 de maio de 1947. Note-se que Bocaiúva é a cidade natal de Herbert de Sousa, o Betinho, irmão do Henfil.
         Outra notícia sobre esta localidade, retirada do livro “A Bíblia e os Discos Voadores – A missão dos astronautas extraterrenos”, de Fernando Cleto Nunes Pereira, Ediouro, 1984, página 60:
         “O Correio da Manhã do mesmo dia 13-3-69 relata um outro caso ocorrido em Bocaiúva, quando um ‘objeto aéreo não identificado’ fez parar um ônibus que conduzia mais de trinta passageiros e por um tempo calculado em trinta minutos realizou manobras de descida e ascensão, enquanto fazia brilhar luzes coloridas.”

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