segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capítulo 7

O  BEM  CONTRA  O  MAL

         “Flanagan chegara havia muito a uma conclusão confusa: não era possível salvar o mundo; o máximo que se podia fazer por ele era amá-lo.”
         (“O Navegante”, Morris West, Círculo do Livro, São Paulo, página 18.)

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         “Herodes é o Poder e o Poder é, ao mesmo tempo, forte e fraco; forte porque esmaga; fraco porque tem mais medo do que uma criança em quarto escuro.”
         (“A Vida de Jesus”, Plínio Salgado, Editora das Américas, São Paulo, 1954, Tomo I, Obras Completas, Volume Primeiro, página 119.)

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         “E depois você citou as últimas palavras de Bruno a seus juízes: ‘Creio que vocês têm mais medo de mim do que eu de vocês.’ ”
         (“Os Fantoches de Deus”, Morris West, Editora Record, Rio de Janeiro, página 97.)

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         “Neste exato momento penso
         Que maior do que o medo que vos tenho
         É o medo que tendes, senhores,
         De mim.”
         (“O Herege”, Morris West, Editora Record, Rio de Janeiro, 4ª edição, tradução de Carlos Lacerda, fala final de Giordano Bruno, Cena I, Terceiro Ato.)

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         A existência da COLÔNIA destina-se principalmente à construção de um modelo alternativo e avançado de vida comunitária, o mesmo que será instaurado na Terra após os eventos apocalípticos que se aproximam. Mas, servirá também para prestar auxílio a todas as pessoas que necessitarem de ajuda em decorrência destes fatos catastróficos, as quais se encontrarão em lastimável estado, carecendo de praticamente tudo: alimento, água, roupa, abrigo, remédio, esclarecimento, consolo, etc. Aqueles que primeiro formarão a nossa COLÔNIA, ajudarão os que chegarem por último. Irão na frente com a consciência de que estarão construindo um refúgio para os que não deixarão as cidades, mas por elas serão EXPULSOS. Uma minoria terá a iniciativa de abandonar as “benesses” da sociedade. Poucos sentirão o CHAMADO. Em relação a estes, já foi dito: “Se você perder a chance de ajudar muita gente, passará à condição de ‘ajudado’... e isso é inadmissível para quem já vem recebendo chamamentos e informações há tantos anos!”
         Seja em nossa COLÔNIA, seja em uma comunidade rural, seja num lugarejo isolado, procure um ponto longe das grandes aglomerações urbanas, (quanto mais despovoado for, melhor!), desvencilhe-se do supérfluo, pegue a estrada e construa o seu recanto, enquanto ainda é tempo. O grande vidente Edgar Cayce disse: “Quem estiver em condições de comprar um pedaço de terra considere-se afortunado porque não passará fome no futuro (...). Tudo o que mantém a vida provém da terra. Por isso, é preciso voltar a ela. Cada um deve estar apto a obter da terra tudo quanto seja necessário a si próprio e à sua família”. Quando falir os sistemas de abastecimento, não haverá gasolina e diesel à venda nos postos, e apenas bicicletas, carroças, cavalos  e os pés serão os meios de transporte. Estaremos lá na COLÔNIA, esperando pelos desesperados, por aqueles que foram iludidos pelos governantes, pelos jornalistas, pelos cientistas, pelos magnatas, acreditando em suas mentiras, desconhecendo por completo em que tipo de “civilização” estavam vivendo. Desligue a TV, feche os olhos e comece a pensar. Pare e reflita. Acreditamos que ainda temos tempo, mas o tempo é curto e passa rapidamente. A despeito disto, ninguém deve se precipitar. Não tencionamos provocar medo e pânico, mas alertar. É bom frisar que não há lugar garantido para os despreparados de corpo e alma, tanto quanto não há lugar perigoso para quem sabe, confia e está servindo o próximo, sem se preocupar consigo próprio. O local mais seguro é aquele em que a sua dedicação aos necessitados for completa e incondicional – já nos disseram os ETs.
         Haveremos de construir na COLÔNIA refúgios coletivos para os desabrigados, estocando alimentos, roupas, etc. Sem PREVISÃO não haverá PROVISÃO. E contaremos, nesta tarefa, com o inestimável apoio material de seres extra e intraterrenos, com os quais inevitavelmente faremos contato. Ninguém estará ali para salvar a própria pele, e a de familiares e amigos. Isto é materialismo inaceitável e ignorância espiritual. Divisões entre os consanguíneos ocorrerão em quase toda família: o exagerado apego a pais, filhos, irmãos, tios, primos, etc., deve ser substituído pelo pensamento de que cada um tem o seu destino em separado, e a nossa verdadeira família é a humanidade. Pouquíssimos terão de viver todos os acontecimentos esperados, vivos, em corpo físico, na superfície da Terra. Estes caberão em grutas naturais, nos abrigos que já estão sendo especificamente preparados para isto. Muitos serão retirados da superfície terrestre por naves alienígenas, (a chamada “Operação Resgate”, ou “Arrebatamento”, efetuada pela “Frota  Alfa-Ômega”), e resguardados dos terríveis eventos em naves-mães e em bases na Lua, Marte, Júpiter, etc., até que passe todo o processo de transformação terrestre. E muitíssimos terão de desencarnar.
         O Brasil receberá em sua costa atlântica e nos aeroportos internacionais um grande número de refugiados dos países europeus, os quais fugirão das condições particularmente duras que atingirão toda a Europa. Sabe-se, por meio de mensagens alienígenas, que o Continente Europeu desaparecerá, dele quase nada restando. Teremos que receber este contingente e dele cuidar, esquecendo o que foi no passado: povos colonizadores, que saquearam, escravizaram e massacraram as nações pobres da América Latina, da África, do Oriente Médio e da Ásia. O nosso Coração é nobre e generoso, facilmente inclinado ao perdão. Esta vinda se dará porque o território brasileiro, em especial a parte central, sendo o mais antigo sedimento geológico planetário, pouco será afetado pelas inúmeras comoções a que estará sujeita a Nave Terra. E um exemplo deste fator emigratório, é a imensa “fazenda” que o Vaticano possui no Estado de Mato Grosso, com várias casas e benfeitorias, cuja destinação será abrigar o papa e a cúpula da igreja romana, quando tiverem de abandonar a Itália. Isto não é segredo, mas um fato conhecido naquela região. Não sabemos exatamente onde se situa.
         Manteremos o grosso da nossa equipe na COLÔNIA, no alto da serra, recebendo os flagelados que nos procurarem. Outra parte do pessoal ficará no SÍTIO em Olhos D’Água e na CASA em Bocaiúva, atuando junto à população, dando os primeiros-socorros aos necessitados e encaminhando-os à COLÔNIA. Milhares de pessoas serão pressionadas a buscar esta região. É importante a ajuda às populações que haverão de migrar, mas o preparo dos hospedeiros é mais importante ainda. Os nossos voluntários deverão estar concentrados nos postos de serviço, fixos e volantes, espalhados nas estradas, acampamentos, vilarejos e nos abrigos coletivos. Esclarecer, curar, alimentar, vestir e abrigar essa gente toda será uma árdua tarefa. E teremos na CASA de Belo Horizonte uns poucos elementos corajosos e abnegados, os quais terão a função de direcionar até a COLÔNIA aqueles que puderem. Assim, cumprir-se-á com sucesso o objetivo de todo o trabalho, que é desenvolver o espírito comunitário e o amor ao semelhante.
         De há muito perdemos a ilusão de que o mundo possa ser salvo. A única expectativa que nos resta é a de sabermos em que dia maravilhoso se dará o início de sua derrocada!... Quando o “Apocalipse” começar a ocorrer, colocaremos os joelhos no chão, levantaremos as mãos ao céu, e agradeceremos à Divindade tamanha Misericórdia, pois significará a Grande Transformação deste mundo desumano e injusto em outro mais amoroso e perfeito. E não há Parto sem Dor. Do contrário, ou seja, se não houver esta Intervenção do Alto, então estaremos certos de que não existe a Justiça Divina, e de que o nosso fim será muito mais lento e doloroso!...

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         A COLÔNIA, como um todo, não aceitará de forma alguma qualquer ingerência do Poder Público, seja federal, estadual ou municipal, trate-se da cobrança de impostos e taxas, da exigência de alvarás e licenças, dos vários tipos de coação e extorsão em que é contumaz, ou do que quer que seja, pois não se sujeitará a “travestir-se” de “pessoa jurídica”, inexistindo, portanto, perante o mundo. Assim como deixaremos que esta “civilização” siga o seu voluntário caminho rumo à autodestruição e à morte, assim pediremos que nos deixem em paz em nossa busca pela Vida. Agora, individualmente, cada um estará livre para manter os seus compromissos civis com a sociedade, ou rompê-los em definitivo.
         Note-se o que escreveu Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, em seu livro “Mensagens Extraterrestres”, 1ª edição, 1982, página 117, sobre o “Projeto Alvorada”:
         “Lembraria aqui da importância da institucionalização formal desses grupos para que se evite problemas desnecessários com as organizações oficiais e de governo que acompanham atividades clandestinas, com as quais jamais deveremos nos confundir, em momento algum, pois nosso trabalho visa o Homem, a Humanidade como um todo, é aberto e Universalista, não-sectário, e não é contra nada nem ninguém, tanto quanto não é a favor. No contexto do PROJETO TERRA não há lugar para desrespeito e violência à parte que é de ‘Cesar’, aspecto de nossa realidade que é fundamental para a manutenção do equilíbrio do desenrolar do processo que a todos nós diz respeito.”
         Não concordamos com isto. Não será pelo fato de nos “institucionalizarmos” que nos livraremos da “suspeita” do Estado. Haja visto que atualmente no Brasil a corrupção crassa generalizada em todos os estratos sociais, desde os mais altos dignitários políticos até o mais humilde comerciante, e essa gente toda possui documentação em dia, empresas registradas, etc. “Contraventores” nas áreas de jogos de azar, bicheiros, donos de bingos e mafiosos, têm os seus “negócios” devidamente legalizados. Até mesmo o “crime organizado” está bastante “organizado”, usando de vários recursos instituídos para “limpar” o seu dinheiro. Diante disto, torna-se ululante e óbvio que, para sermos “honestos”, devemos nos manter À MARGEM, recusando-nos a participar desta esbórnia arrivista, desta pândega de locupletações, deste festim oficializado, deste bacanal burocratizado. Para preservarmos a pureza e a integridade, a honra e a dignidade, é de bom tom não pactuarmos com os mecanismos apodrecidos do “establishment”. Quem com porco se mistura, farelo come.
         Quanto às “atividades clandestinas”, deixamos neste texto bastante claro os nossos objetivos. Não possuímos outros além dos que foram expostos. Não estaremos envolvidos com nenhuma forma de tráfico ou contrabando, seja tóxicos, armas, mercadorias, órgãos, escravas ou crianças. Não nos envolveremos com a falsificação de dinheiro, com estelionato ou nenhum tipo de golpe e ato criminoso contra quem ou o que quer que seja. Não formaremos um grupo de fanáticos dispostos ao suicídio coletivo, nem faremos lavagem cerebral em ninguém. Não abrigaremos em nosso meio qualquer tipo de terrorista, nem tencionaremos usar de nenhuma violência contra a sociedade vigente. Porém, isto é irrelevante... não é a verdadeira questão... Seremos perseguidos exatamente porque nos propomos a criar uma Comunidade Justa, Amorosa e Humana. Seremos fustigados precisamente porque pretendemos instalar um modelo de vida saudável e anticonsumista. E não faz a mínima diferença termos ou não registro oficial. Recorde-se o que o governo norte-americano fez com a comuna de Rajneesh: destruiu-a. O Estado, a verdadeira “Besta” citada no “Apocalipse”, não tolera nada que seja destinado à Evolução do Homem, e faz de tudo para eliminar as iniciativas superiores, usando, para tanto, sem qualquer escrúpulo, de todos os meios sujos, espúrios e violentos ao seu dispor. Temos a consciência perfeita de que estamos vivendo em um mundo essencialmente satânico. Mas, não existe nenhum Satã. Os verdadeiros Demônios são os representantes dos Poderes Instituídos neste planeta destinado ao SUICÍDIO: os políticos, os grandes empresários, os donos dos meios de comunicação, os ministros das igrejas, os juízes, os militares, etc.
         Nós somos VISCERALMENTE CONTRA os sistemas existentes: econômico, político, social, jornalístico, religioso, jurídico, educacional, cultural, etc. Temos de ser. Somos contra todos aqueles que trabalham pela sua perpetuação. Mas, não somos contra as pessoas comuns, pois não passam de seres iludidos, escravizados, massacrados, cegos, surdos e doentes, incapazes de ver em que abismo se encontram. Esta nossa percepção de modo algum representa “desrespeito e violência”. Ao contrário. No fundo, nutrimos piedade, compaixão, amor e compreensão pela “parte de Cesar”. Se a linguagem que usamos é um pouco forte, isto é devido ao elevado nível de indignação que trazemos no imo. Vemos a humanidade como se fosse um doente terminal estendido numa cama hospitalar. Ninguém é tão malvado a ponto de agredir a socos e pontapés um moribundo em seu leito de morte. Enquanto ele estiver vivo, usaremos alguns de seus recursos, como os serviços bancários, os Correios, o telefone, o comércio, etc. Mas, sempre visando o grande fim: a construção da COLÔNIA.
         Aos apodrecidos partidários e defensores deste sistema maligno que aí está, um aviso: deixem-nos em paz!... Não pensem em se imiscuir em nossos planos. Se ousarem nos atingir diretamente, saibam que estamos prontos para responder aos ataques com firmeza, dando-nos todos os Sagrados Direitos Naturais à Defesa.
         Não somos um bando de moleques inconsequentes e irresponsáveis: sabemos muito bem o que estamos fazendo e nos encontramos preparados física, psíquica e espiritualmente para o que der e vier. Na guerra da Luz contra as trevas, os Guerreiros do Bem estão liberados para, em último caso, matar os combatentes do mal. Sejam quais forem aqueles que vierem para nos atingir, os esperaremos sem temor algum. Existem FORÇAS muito mais potentes que a opressão e a maldade. Existem ARMAS muito mais mortíferas que as baionetas e as metralhadoras. Existem ESCUDOS muito mais eficientes que os elmos e as couraças. E não temos medo de nada, pois A NOSSA CAUSA É JUSTA E NOBRE.
         Ao ser levado para a fogueira em uma carroça, amarrado e com um cabresto na boca para não falar, vendo a multidão que esperava para assistir ao seu suplício, o grande Giordano Bruno pensava:
         “- VOCÊS TÊM MAIS MEDO QUE EU!!!...

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